Primeiro, a Final Four da Taça EHF, a seguir os oitavos da Champions. A evolução do FC Porto desde que Magnus Andersson assumiu o comando dos dragões foi evidente – e com os reflexos conhecidos e evidentes na Seleção. E se em termos nacionais os dérbis e clássicos mostraram que a equipa está acima de Benfica e Sporting, as ambições dos azuis e brancos subiram também no plano internacional. Subiram e continuaram a subir.

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Quase que por destino, o FC Porto voltou aos oitavos da principal competição europeia de andebol depois de ter feito história em 2019/20 e cruzou mais uma vez com os dinamarqueses do Aalborg, adversário que iria encontrar antes da pandemia cancelar todas as competições e que voltou a tocar no sorteio depois do quinto lugar do grupo A atrás de Flensburg-Handewitt, PSG, Kielce e Meshkov Brest. A resposta, essa, foi excelente. E apesar de ficar a sensação de que os dragões podiam ter conseguido uma vitória ainda mais expressiva sobretudo pela supremacia que tiveram no primeiro tempo, a reação após uma quebra de dez minutos na segunda parte deu três golos de vantagem diante dos dinamarqueses que explicaram de forma justa o que se passou no Dragão Arena.

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Depois de um início equilibrado com o FC Porto a não conseguir deslocar da vantagem de um golo, um livre de sete metros de António Areia após uma primeira grande intervenção de Mitrevski colocou os dragões na frente por 4-2 antes de cinco minutos em que os dinamarqueses não conseguiram marcar em ataque organizado e os azuis e brancos dispararam para 8-3. O Aalborg ainda teve uma aproximação interessante mas o ataque da formação portista, que tão depressa marcava de primeira linha (com André Gomes em destaque) como explorava Daymaro Salina como pivô ou apostava no ataque rápido (Diogo Branquinho), elevou o avanço para 11-6.

Stefan Madsen parou o encontro na tentativa de estagnar o escalar da vantagem do FC Porto, o resultado não foi imediato ao ponto de António Areia ter dado primeira vez uma vantagem de seis golos (15-9) e só mesmo quando o Aalborg começou a apostar mais num jogo de ataque 7×6 mais paciente e a explorar a segunda linha em busca de mais livres de sete metros houve uma ligeira melhoria dos dinamarqueses, que acabaram a perder por quatro golos (18-14) numa grande exibição do FC Porto sobretudo no plano ofensivo com cinco golos de António Areia, três de André Gomes e Daymaro Salina e apenas uma defesa dos guarda-redes escandinavos (de Mikael Aggefors).

No segundo tempo, os dragões tiveram um autêntico apagão em termos ofensivos, concedendo ainda demasiadas facilidades defensivas que foram aproveitadas da melhor forma pelo Aalborg para conseguir empatar a partida em dez minutos com um parcial de 6-2 antes de Mitrevski agarrar a equipa com duas grandes intervenções em lances de 1×0 que catapultaram de novo os azuis e brancos para a liderança do marcador, com um 3-0 tendo Iturriza como protagonista apenas quebrado num livre de sete metros. Foi um momento importante para estabilizar a equipa e o encontro terminou mesmo com três golos de vantagem dos azuis e brancos, um avanço que não sendo decisivo é muito interessante para lutar por uma inédita passagem aos quartos da Liga dos Campeões.

“Foi um bom resultado e a equipa jogou bem. No início da segunda parte, cometemos alguns erros mas conseguimos reentrar na partida. Temos de estar conscientes que a eliminatória vai a meio e temos de fazer um bom resultado em Aalborg. Defrontámos uma boa equipa e jogámos um bom andebol. Controlámos no 6×6, tivemos uma boa defesa, no 7×6 tivemos alguns problemas mas soubemos sempre reagir num encontro em que os pequenos detalhes foram importantes”, comentou no final do encontro Magnus Andersson.