A Mercedes viu na electrificação a oportunidade de incrementar a potência dos seus modelos mais desportivos, simultaneamente reduzindo o consumo e as emissões. Daí que os novos AMG recorram ao sistema que os alemães denominam E-Performance, que consiste numa solução híbrida capaz de associar motores sobrealimentados a gasolina, com quatro cilindros em linha ou V8, a unidades eléctricas alimentadas por baterias derivadas dos ensinamentos recolhidos da Fórmula 1.

A marca alemã adaptou uma das arquitecturas modulares que usa para produzir os seus inúmeros PHEV, a gasolina e a gasóleo, para gerar modelos concentrados na potência que, por sua vez, garantirá maior capacidade de aceleração. Sabia-se que a Mercedes procurava uma forma de elevar a potência de modelos com o seu AMG GT Coupé de 4 portas, entre outros modelos, e este arranjo mecânico E-Performance foi a solução encontrada.

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A versão híbrida mais simples e acessível será utilizada, por exemplo, no próximo AMG C43, que tem como base o motor 2.0 de quatro cilindros em linha montado longitudinalmente, sobrealimentado por um turbocompressor assistido electricamente para evitar atraso na resposta. O motor a combustão é depois reforçado por uma unidade eléctrica instalada no eixo traseiro, com uma transmissão de duas velocidades (a 2ª entra a partir de 140 km/h), onde também está a bateria, que a Mercedes denomina de alta performance e que terá 6,1 kWh de capacidade. A opção do construtor visou evitar o incremento excessivo de peso (pesa só 89 kg), o que limita a bateria a fornecer apenas 95 cv de forma contínua ou 204 cv (e 320 Nm) em pico. O conjunto dos dois motores pode fornecer um total de 653 cv (480 kW), ainda que durante um período reduzido, dada a acanhada capacidade do acumulador.

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Mais exuberante é a versão E-Performance que tem como base o 4.0 V8 biturbo montado longitudinalmente à frente. Lá atrás, está o mesmo motor eléctrico com transmissão de duas velocidades e a bateria dita de alta performance, mas com capacidade reduzida. Contudo, enquanto existir carga, a mecânica híbrida promete 600 kW, cerca de 816 cv, potência associada ao sistema de transmissão integral 4Matic – uma brutalidade que os seus utilizadores vão apreciar e com a qual a Mercedes AMG pretende pulverizar recordes em pistas como a de Nürburgring.

A marca alemã promete quatro modelos até final de 2021, recorrendo à solução E-Performance, sendo um deles o AMG GT Coupé de 4 portas.

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