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Quatro jogos consecutivos. Com a vitória deste sábado, no Dragão e frente ao Santa Clara, o FC Porto chegou à quarta jornada consecutiva a ganhar na Primeira Liga, uma série que é já a segunda melhor da atual temporada. Ainda assim, esta foi a primeira vez em 2020/21 em que os dragões sofreram golos em duas vitórias seguidas — em dois jogos complexos, contra o Portimonense e agora contra os açorianos, em que os três pontos tiveram de ser tirados a ferros.

Este Toni não é Silva e não é o criador de toda a música ró: é Martínez e dá vitórias (a crónica do FC Porto-Santa Clara)

Com a vitória conquistada no quinto e último minuto de descontos, graças ao golo de Toni Martínez, o FC Porto igualou um feito que não alcançava desde 2018/19: carimbou um resultado positivo no tempo adicional pela segunda vez esta época, depois de o ter conseguido também contra o Marítimo. O avançado espanhol, que entrou já nos últimos instantes e acabou por ser decisivo, marcou o terceiro golo pelos dragões (o segundo na Primeira Liga) e disse na flash interview que o golo foi “o reflexo do trabalho da equipa”.

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“Quando entro é para dar o máximo, seja um minuto, sejam dez… Entro em campo e acredito sempre até final. Não foi um jogo muito bom da nossa equipa. Houve os jogos das seleções e tivemos pouco tempo para preparar o jogo. Mas ficámos com os três pontos, que é o mais importante”, disse o jogador ex-Famalicão, que apontou depois baterias ao encontro com o Chelsea para a Liga dos Campeões mas garantiu que “todos os jogos” são importantes. “Não podemos perder mais jogos na Liga e vamos lutar até ao último jogo. Estou muito feliz por ter contribuído com o golo. Marcar é o meu forte, porque sou avançado. Estou aqui para ajudar quando sou preciso. É o que tenho feito”, atirou Toni Martínez.

Pouco depois, Sérgio Conceição também apareceu na zona de entrevistas rápidas e acabou por defender que o resultado mais “justo” seria o empate. “Temos de olhar para o contexto deste jogo, não esquecer que trabalhámos com oito jogadores durante duas semanas e temos de olhar para os treinos de muitos deles, um ou dois e mas apenas de recuperação. Jogos após seleções são muito difíceis, mas isso não é desculpa. Há que dar parabéns ao Santa Clara e ao Daniel Ramos pelo jogo que fez aqui (…) A primeira parte foi equilibrada. Se acabasse empatado não era escândalo nenhum, até acho que era justo, sinceramente. Penso que fizemos o mais importante”, disse o treinador dos dragões.

O técnico, que poupou Mbemba, Zaidu e Corona, afastou a ideia de ter feito alterações no onze já a pensar no confronto com o Chelsea para a Liga dos Campeões. “A nossa Champions era este jogo. Meti o onze que achava, sinceramente, que era o mais forte para começar este jogo. Aqui ninguém atira a toalha ao chão, continuamos na luta pelo Campeonato. O nosso ADN diz-nos para lutar enquanto for matematicamente possível e é isso que vamos fazer”, afirmou, deixando algumas críticas à gestão da seleção mexicana para falar de Corona.

“Temos que olhar para a fadiga dos jogadores. O Corona, um dos mais utilizados do plantel, fez dois jogos amigáveis nas seleções e descansou no jogo oficial. Infelizmente, os clubes é que pagam por isto (…) O Zaidu chegou no último dia e vinha tocado, o Corona igual… O Mbemba, outro dos mais utilizados, teve uma viagem incrível para chegar a Portugal, com todas as restrições que existem nos voos internacionais. Foi difícil na preparação do jogo mas demonstrámos o importante. Fico feliz por isso. Quem entra em campo entra sempre com uma vontade grande de acrescentar algo ao jogo e corrigir uma exibição menos positiva de outro colega. Isso diz bem do espírito que temos aqui”, completou Sérgio Conceição.