Vinte e quatro vitórias, oito sets perdidos contra 72 ganhos, apenas um triunfo que não valeu margem máxima dos três pontos (3-2 em Alvalade). A temporada de 2019/20 poderia ter dado uma grande volta na fase decisiva com as meias e a final mas o Benfica partia como claro favorito à revalidação do título antes do cancelamento de todas as provas, incluindo o Campeonato, em março. Também por isso, a aposta dos responsáveis encarnados foi clara: as mesmas figuras, o mesmo treinador, a mesma estrutura. Com isso, vieram quase os mesmos resultados.

Benfica ganha jogo 2 da final nos Açores e está a um triunfo do título

Depois da conquista da Supertaça e da derrota na final da Taça de Portugal frente ao Sporting (a quem ganharia depois em três jogos nas meias), o foco do conjunto de Marcel Matz virava-se para o título. E se havia adversário que poderia ser um verdadeiro entrave a esse objetivo era a Fonte do Bastardo, que perdeu com as águias na primeira fase do Campeonato, na Luz, antes de ganhar em casa e fora na fase seguinte da competição. Contas feitas, e na principal prova do calendário nacional, só os açorianos tinham conseguido fazer frente aos lisboetas. E era nesse contexto que chegavam as decisões, a começar na Luz e a seguir para o Pavilhão Vitorino Nemésio.

O jogo 1 acabou por ser um momento importante da final, não tanto pelo resultado em si mas pela forma como o Benfica conseguiu ganhar pela margem máxima, indo duas vezes às vantagens (primeiro e terceiro sets) e saindo por cima evidenciando uma maior experiência de jogo nos momentos decisivos. O jogo 2, esse, foi talvez uma das melhores exibições dos encarnados ao longo da época, com grande agressividade no serviço, um bloco efetivo a que se juntou uma sempre atenta defesa baixa e grande variação ofensiva que fechou a partida em 3-0 sempre com superioridade dos visitantes na Praia da Vitória. Seguia-se o jogo 3, que poderia ser a chave do título.

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Sem margem de erro, os açorianos começaram melhor, chegaram a ter uma vantagem de quatro pontos no parcial de arranque conseguidos com Gabriel Santos em destaque no ataque e no bloco (11-7) mas um desconto de tempo de Marcel Matz travou esse crescendo, ao ponto de haver empate com quatro pontos seguidos no serviço de André Lopes (12-12). E o filme voltou a repetir-se, com a Fonte Bastardo a ter mais uma vez um avanço de cinco pontos a 19-14 e 20-15 que não foi suficiente para conseguir fechar perante a excelente recuperação do Benfica, com André Aleixo e Raphael Oliveira a levarem o encontro para as vantagens até ao triunfo por 27-25.

À semelhança do que tinha acontecido no jogo 1, a forma como os encarnados conseguiram fechar o set inicial teve influência no parcial seguinte, que teve uma Fonte Bastardo a errar mais e um Benfica em crescendo no serviço, no bloco (boa entrada de Honoré) e na receção, continuando a contar com um Tiago Violas de luxo na distribuição para Théo Lopes, Raphael Oliveira, André Aleixo e Peter Wohlfahrtstätter para fechar com um triunfo de 25-19 que foi apenas reduzido nos últimos pontos. O título estava apenas à distância de mais um set, fechado com 26-24.

Com mais uma vitória no Campeonato, que revalidou o título de 2018/19 depois do cancelamento da competição na última temporada devido à pandemia, o Benfica chegou aos nove troféus, igualando o FC Porto e ficando apenas atrás de Técnico (13) e Sp. Espinho (18), e confirmou a hegemonia das últimas temporadas onde ganhou seis vezes nos últimos oito anos apenas perdendo em 2015/16 para a Fonte Bastardo e em 2017/18 para o Sporting.