Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Medaria Arradondo, chefe da polícia de Minneapolis, foi ouvido esta segunda-feira em tribunal e garantiu que a forma como Derek Chauvin, o agente acusado do homicídio de George Floyd, manietou a vítima, a 25 de maio de 2020, não está de acordo com quaisquer regras em vigor na corporação.

“Continuar a aplicar aquele nível de força a uma pessoa algemada atrás das costas, que claramente já não reagia — nem se mexia sequer —, não faz parte, de nenhuma maneira nem forma, de qualquer regra que tenhamos, não faz parte do nosso treino e certamente não faz parte da nossa ética ou valores”, disse Arradondo, naquele que foi um dos testemunhos mais aguardados do caso.

De acordo com especialistas, citados pelo Washington Post, o facto de um chefe de polícia depor contra um dos seus agentes em tribunal, como esta segunda-feira Medaria Arradondo fez, “é notavelmente raro” — e pode pesar na decisão final do júri.

Ao longo da sessão desta segunda-feira, para além de Arradondo, o primeiro chefe negro do departamento de polícia de Minneapolis, no cargo desde 2017, também a inspetora Katie Blackwell testemunhou no mesmo sentido.

Segundo Blackwell, ex-responsável pelo programa de formação da polícia local, a forma como Chauvin prendeu o pescoço de George Floyd com o joelho não corresponde a qualquer movimento ou posição convencional — o que contraria diretamente a tese da defesa do arguido. “Não sei que tipo de posição improvisada é esta”, disse Blackwell. “Não é isto que nós treinamos.”

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR