O Toyota GT86 sempre foi um desportivo divertido de conduzir, reputação que granjeou por ser leve, tracção atrás e estar equipado com um motor de 200 cv, a que juntava um preço relativamente acessível, de 44.100€ entre nós. Passados nove anos de bons serviços, a primeira geração deste coupé de quatro lugares, que foi concebido em colaboração com a Subaru (empresa de que a Toyota detém 16,5%) vai finalmente ser substituída pelo novo GR86, prometendo uma série de melhorias.

Concebido sobre o mesmo chassi que já deu origem, em Novembro, à segunda geração do irmão gémeo da Subaru (que mantém a denominação BRZ), o novo GR86 mantém dimensões mas reforça o chassi, para incrementar a resistência à torção. Também mexe na estética, mais evidente atrás do que à frente, mas o suficiente para tornar o desportivo mais actual e apelativo.

4 fotos

O motor continua a ser de origem Subaru, que se distingue das unidades motrizes Toyota por ter uma arquitectura de quatro cilindros opostos, mas a cilindrada foi aumentada de 2.0 para 2.4 litros. O resultado é um incremento de potência, de 200 para 235 cv, enquanto o binário subiu de 205 para 250 Nm, continuando o motor boxer a ser atmosférico, uma arquitectura que caiu em desuso (só a Subaru e a Porsche a utilizam) face às mais modernas soluções tecnológicas.

Com o reforço da potência, o GR86 passa a ser capaz de atingir 100 km/h em 6,3 segundos, substancialmente melhor do que os anteriores 7,6 segundos, valor que só não melhora mais devido ao incremento de 48 kg no peso do conjunto, responsabilidade do motor maior e dos reforços no chassi.

O Toyota GR86 e o seu irmão gémeo, o Subaru BRZ, que não iremos ver na Europa

Como a segunda geração do Subaru BRZ não vai ser comercializada na Europa, o Toyota GR86 será o primeiro a chegar ao mercado no Velho Continente. Contudo, ainda é cedo para saber quando pois, segundo o que o Observador apurou, o novo desportivo não viu o seu comportamento ser aprovado pelo master drive da marca nipónica, o CEO Akio Toyoda, que faz questão de testar todos os modelos antes de passarem à produção para garantir que “não existirão mais Toyota aborrecidos de conduzir”.