Aconteceu já depois do apito final mas não deixou de ser um dos momentos do jogo. Assim que o árbitro Slavko Vincic assinalou o fim da partida e antes de cumprimentar Thomas Tuchel e a equipa de arbitragem, Sérgio Conceição sinalizou com a mão direita que o campo estava inclinado — deixando perceber que estava insatisfeito com as decisões tomadas pelos juízes, principalmente no lance em que Marega ficou a pedir grande penalidade de Azpilicueta, já na segunda parte.

Na flash interview, Sérgio Conceição falou precisamente sobre as decisões da equipa de arbitragem e explicou o gesto que fez no final da partida. “Somos a única equipa nos quartos de final que não pertence aos big five, aos cinco Campeonatos mais fortes do mundo, e sente-se um bocadinho neste tipo de jogos. Não é normal o Azpilicueta fazer dez faltas, fazer muitas faltas, e não levar amarelo. Penso que houve penálti sobre o Marega, há várias situações que claramente não me deixaram satisfeito”, disse o treinador dos dragões, que durante o jogo também viu o cartão amarelo por ter tocado numa bola com o pé, quando esta estava fora de campo.

“O resultado é extremamente injusto mas o que conta são os golos que o Chelsea marcou. A equipa fez um jogo muito bom, sempre muito consistente, a atacar alto, a baixar quando tinha de baixar, a definir bem o bloco, dentro do que foi planeado. Nisso, os jogadores foram fantásticos. No primeiro remate do Chelsea, foi golo. Não abanámos com esse golos, fomos à procura de fazer o golo. Na segunda parte foi praticamente a mesma coisa, muito pouco do Chelsea na chegada ao último terço. Conseguimos finalizar mas não marcar golos, que é o que conta nestes jogos”, acrescentou Sérgio Conceição.

Corona não merecia aquele erro. E esta equipa merece muito mais (a crónica do FC Porto-Chelsea)

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Com a derrota desta quarta-feira frente ao Chelsea, o FC Porto tem uma tarefa historicamente difícil pela frente na segunda mão da próxima terça-feira: só por uma vez, em 2010, é que uma equipa portuguesa conseguiu qualificar-se depois de perder 0-2 em casa na primeira mão. Na altura, foi o Sporting, no playoff de acesso à Liga Europa e contra os dinamarqueses do Brondby. Na própria história dos dragões, o objetivo continua a ser complicado — nas outras duas vezes em que perdeu 0-2 na primeira mão, contra o Nantes em 1971 (Taça UEFA) e contra a Juventus em 2017 (Liga dos Campeões), acabou eliminado. Esta foi também a terceira derrota do FC Porto nesta edição da Champions, depois das que sofreu contra o Manchester City na fase de grupos e contra a Juventus na ronda anterior. Os dragões chegaram ao sétimo jogo consecutivo sem vencer equipas inglesas, sendo que nas últimas quatro partidas em casa contra clubes de Inglaterra só marcou um golo e sofreu 11.

Também Uribe foi chamado a falar na zona de entrevistas rápidas, confirmando que a equipa sai do jogo “com um sabor amargo mas com a cabeça levantada pelo que fizemos”. “Faltou um pouco de contundência para defrontar este tipo de equipas. Num minuto podem marcar-te e os jogos duram 90 minutos. Não fomos contundentes. Eles fizeram dois golos mas nós vamos com a cabeça levantada. Vamos prosseguir no nosso trabalho. Ainda há um jogo para jogar. Com a qualidade que temos, podemos reverter qualquer situação. Temos de corrigir os erros individuais que não podemos cometer contra estes adversários”, explicou o médio colombiano, que teve um papel mais móvel e ofensivo no jogo desta quarta-feira face à ausência de Sérgio Oliveira.