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As crianças mais novas foram as primeiras a voltar às escolas, desde as creches ao primeiro ciclo e já há dados relativos à disseminação da Covid-19 entre a comunidade. Em duas semanas, com apenas 45% da população escolar em ensino presencial contaram-se 47 surtos. O número pode não parecer expressivo, mas se considerarmos que em janeiro, antes do encerramento, todos os níveis de ensino estavam com aulas presenciais e se contavam 78 surtos o atual número ganha relevância. É mais de metade dos surtos que se registavam no pico da pandemia, com muito menos alunos em regime presencial.

Os dados são avançados na edição desta quinta-feira do Público, que cita a DGS e refere que a atualização foi feita esta segunda-feira, depois do encerramento de uma semana para férias da Páscoa. Na terça-feira o primeiro-ministro já tinha expressado “preocupação” com os contágios nas escolas, referindo uma transmissão mais alta da infeção que a que era registada anteriormente.

Ao jornal diário, o infecciologista António Silva Graça refere que a situação “não é alarmante” e recorda que o aumento no número de surtos acontece em simultâneo com os testes em massa nos estabelecimentos de ensino que tiveram uma taxa de positividade inferior a 0,1%.

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