No ano passado tinha conseguido apenas um ponto em prova e outro extra em duas corridas, agora somou 15 numa só corrida e subiu mesmo ao pódio. A comparação de resultados no ePrix de Diriyah, na Arábia Saudita, já era favorável para António Félix da Costa, que beneficiou de uma penalização ao companheiro na DS Techeetah, Jean-Éric Vergne (e a mais quatro pilotos), pela não ativação dos dois attack modes para subir uma posição na segunda corrida e conseguir assim o primeiro pódio da temporada. Seguiam-se duas provas consecutivas em Roma, paragem inicial na Europa, e a confiança de que existiam mais condições para melhores resultados.

Félix da Costa termina em quarto mas sobe ao pódio na Arábia Saudita e recupera posições no Mundial de Fórmula E

“Vamos ter provas sábado e domingo e é também a etapa em que trazemos o nosso carro novo. Muitas horas, muitos meses neste carro, éramos das poucas equipas que ainda não tínhamos o carro novo e podemos dar um passo à frente em termos de competitividade. O circuito parece-me um dos melhores que já tivemos em Fórmula E. É rápido, é técnico, tem muitos pontos de ultrapassagem. Vai ser uma corrida dura e longa mas motivadora. Temos tudo no sítio para ter bons resultados”, já tinha assumido o piloto na antevisão da jornada dupla.

“Estamos muito confiantes que demos um passo em frente  na performance, não só em termos de velocidade, mas sobretudo em termos de gestão e eficiência de energia. São duas corridas em Roma e duas oportunidades de marcar bons pontos para nos mantermos nos lugares da frente do Campeonato, sempre com os olhos nos lugares do pódio mas ciente de que estando no grupo 1 da qualificação, a tarefa no sábado será mais complicada. Ainda assim estou bem otimista para o fim de semana. Vamos com tudo!”, acrescentou ao Eurosport.

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No entanto, a qualificação foi tudo menos positiva: houve alguma chuva a cair, as condições da pista não eram as melhores e a segunda sessão de treinos foi também cancelada devido aos problemas nos corretores da curva 12. O português acabou por não conseguir melhor do que o 18.º lugar numa qualificação ganha pelo belga Stoffel Vandoorne (Mercedes) e onde ficou várias posições atrás de Nyck de Vries, Sam Bird e Robin Frijns, que estavam nos três primeiros lugares do Mundial após as duas corridas iniciais na Arábia Saudita.

Incidências não faltaram: depois de um início de corrida com safety car devido à chuva, Vandoorne e Lotterer tiveram um choque numa curva disputada de forma demasiado agressiva e mudaram por completo o resto da prova, com Félix da Costa ao ataque a subir posições e a chegar ao 15.º lugar em poucos minutos fazendo de longe os melhores tempos por volta (chegou a rodar um segundo mais rápido/volta do que Rowland quando ia na liderança, antes de ser penalizado). A meia hora do fim, o português rodava na 13.ª posição.

António Félix da Costa foi tentando depois gerir uma corrida com diferenças mínimas entre todos os carros, passando ao ataque na parte final jogando com os attacks mode por forma a entrar ainda na zona dos pontos mas quando estava na luta pela décima posição acabou por cair a pique com um furo lento que o fez cair várias posições antes de seguir para a boxe, sendo obrigado a desistir nesta primeira corrida em Roma. Pior: um par de voltas depois, um acidente anulou a vitória a Lucas di Grassi, tirou também de prova Nyck de Vries e Vandoorne, deu o triunfo ao companheiro do português Jean-Éric Vergne (com os dois carros da Jaguar de Sam Bird e Mitch Evans a fecharem o pódio) e fez com que António Félix da Costa não conseguisse fazer uma provável sexta posição perante todas as desistências nos lugares da frente, caindo também no Mundial.