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O verdadeiro 5G desta equipa vem da Suíça e chama-se Seferovic (a crónica do P. Ferreira-Benfica)

Na semana em que o Benfica anunciou o 5G na Luz, Seferovic mostrou que é ele a verdadeira tecnologia: marcou dois golos, assistiu para outros dois e foi fulcral na goleada em Paços de Ferreira (0-5).

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O avançado foi o melhor elemento de uma exibição globalmente positiva dos encarnados

Getty Images

O avançado foi o melhor elemento de uma exibição globalmente positiva dos encarnados

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“Trata-se de um projeto transformador. Sermos o primeiro estádio 5G em Portugal é motivo de orgulho. Esta tecnologia irá aproximar ainda mais o Benfica dos seus sócios, adeptos e simpatizantes. Significa uma experiência melhorada neste estádio, para todos os nossos adeptos e para o Benfica, como organização”. Foi assim, com quatro frases, que Rui Costa comentou a parceria do clube encarnado com a NOS, anunciada esta sexta-feira, que vai permitir o acesso a estatísticas em tempo real e a possibilidade de ver o jogo a partir do ângulo preferencial, ativando uma de várias câmaras que serão utilizadas nas transmissões.

Assim, de um momento para o outro, o Estádio da Luz saltou para o que de mais avançado existe no século XXI e vai tornar-se o recinto desportivo mais tecnológico em Portugal. A tecnologia 5G ainda não está disponível no mercado, já que terá ainda de passar por uma fase de leilão empresarial, mas o Benfica deu a novidade com alguma pompa e alguma circunstância, a partir do relvado da Luz. E apesar de o dia ter sido passado a falar de algo que é sinónimo de futuro, o presente continua a ser uma realidade: e Rui Costa, para além de vice-presidente e administrador da SAD, é também uma das caras da equipa principal de futebol.

Ficha de jogo

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P. Ferreira-Benfica, 0-5

26.ª jornada da Primeira Liga

Estádio Municipal da Capital do Móvel, em Paços de Ferreira

Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa)

P. Ferreira: Jordi, Fernando Fonseca, Maracás, Marcelo, Pedro Rebocho, Bruno Costa (João Amaral, 75′), Luiz Carlos (Ibrahim, 60′), Eustáquio, Zé Uilton (Adriano Castanheira, 68′), Dor Jan (Martín, 75′), Hélder Ferreira (Lucas Silva, 68′)

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Suplentes não utilizados: Michael, Matchoi, Jorge Silva, Pedro Marques

Treinador: Pepa

Benfica: Helton Leite, Diogo Gonçalves (Gilberto, 45′), Vertonghen, Otamendi, Lucas Veríssimo, Grimaldo (Darwin, 82′), Weigl (Cervi, 82′), Taarabt, Rafa (Everton, 59′), Waldschmidt (Pizzi, 59′), Seferovic

Suplentes não utilizados: Vlachodimos, Chiquinho, Pedrinho, Gonçalo Ramos

Treinador: Jorge Jesus

Golos: Diogo Gonçalves (38′), Rafa (45′), Seferovic (45+8′ e 78′), Darwin (89′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Diogo Gonçalves (28′), a Lucas Veríssimo (33′), a Grimaldo (43′), a Waldschmidt (58′), a Bruno Costa (58′), a Seferovic (61′); cartão vermelho direto a Eustáquio (22′)

“Em Paços de Ferreira, iremos com certeza consolidar aquilo que temos feito”, comentou sobre a deslocação que o Benfica tinha este sábado, acrescentando o que pensa sobre o impacto da ausência de adeptos nas bancadas. “Nunca poderemos fazer disso uma desculpa para a época que estamos a fazer mas também nunca poderá ser visto de forma leviana. O Benfica sente a falta dos seus adeptos quer em casa, quer fora de casa, onde normalmente enche todos os estádios. O adepto do Benfica sempre foi exigente e falta essa exigência de ter o estádio cheio”, completou Rui Costa, na antecâmara de mais uma partida da Primeira Liga sem qualquer espectador a assistir.

Este sábado, o Benfica visitava o P. Ferreira, o quinto classificado, e deslocava-se a uma espécie de forte: os pacenses só tinham perdido uma vez no Estádio Municipal da Capital do Móvel para o Campeonato esta temporada, contra o Sporting e logo na segunda jornada, e já tinham derrotado FC Porto e Sp. Braga. Para os encarnados, porém, o timing do desafio não poderia ser melhor. A equipa de Jorge Jesus chegava a esta jornada depois de cinco vitórias consecutivas na Liga, para além de seis partidas seguidas sem sofrer qualquer golo, e continuavam na corrida pelo segundo lugar enquanto atravessam aquela que é claramente a melhor fase da época. A entrar em campo já depois de o FC Porto ter vencido em Tondela, o Benfica sabia que a margem de erro era nula — só a vitória permitia continuar a três pontos dos dragões, para além de garantir que continuavam à frente do Sp. Braga no final da jornada.

Com Pizzi de regresso, depois de o internacional português ter falhado a receção ao Marítimo por castigo, Jesus continuava sem poder contar com Gabriel, Nuno Tavares e Samaris, ambos lesionados. O treinador encarnado recuperava a solução defensiva que utilizou contra o Sp. Braga e o Sporting, em termos nacionais, e nas competições europeias e lançava três centrais, com Vertonghen a recuperar a titularidade ao lado de Otamendi e Lucas Veríssimo e Everton a ser o sacrificado. Do outro lado, Pepa tinha de trabalhar com três ausências de peso, todas no setor ofensivo: Douglas Tanque, castigado; João Pedro, envolvido num processo disciplinar interno por ter estado numa festa ilegal; e Luther Singh, a cumprir quarentena depois de ter estado com a seleção da África do Sul. Assim, a aposta era Dor Jan, o avançado israelita que marcou ao FC Porto.

No Estádio Municipal da Capital do Móvel — onde Luís Filipe Vieira marcava presença, algo que não tem acontecido nos jogos fora, por conselho médico, depois de ter estado infetado com Covid-19 –, a primeira parte foi algo incaracterística e muito atribulada. Os primeiros 20 minutos foram praticamente inexistentes, entre as análises do VAR e uma partida muito disputada na zona do meio-campo: primeiro foi uma potencial grande penalidade de Jordi sobre Waldschmidt (4′), depois foi um potencial cartão vermelho para Jordi depois de uma falta sobre Seferovic (8′) e, por fim, foi o lance que acabou por decidir o encontro. Numa fase em que ainda não existia qualquer remate de parte a parte e em que o P. Ferreira estava a conseguir estancar as investidas encarnadas, Stephen Eustáquio fez falta sobre Weigl. Hugo Miguel começou por mostrar o cartão amarelo ao internacional canadiano mas, depois de ser chamado pelo VAR, decidiu expulsar o médio, deixando os pacenses reduzidos a dez unidades com cerca de 70 minutos por jogar.

Pepa não fez qualquer alteração na sequência da expulsão e a verdade é que a equipa conseguiu aguentar os primeiros minutos de inferioridade numérica com alguma naturalidade. Ainda que com os setores obviamente recuados e as linhas muito próximas, o P. Ferreira ia gerindo os ataques do Benfica — que permanecia algo lento e pouco criativo, o que irritava Jorge Jesus na linha técnica. Waldschmidt teve a primeira grande oportunidade do jogo, com um cabeceamento numa recarga que Jordi defendeu (25′), Rafa rematou rasteiro e fraco para o guarda-redes encaixar (28′) e a resistência pacense só durou mais um minutos. Na tentativa algo inocente de querer manter a fidelidade ao estilo de jogo, sem querer bater na frente de forma direta e procurar o jogo pelo chão, Luiz Carlos quis sair de um lance de aperto com um passe curto para o lado; Diogo Gonçalves antecipou-se e rematou forte e cruzado para bater Jordi pela primeira vez (38′).

A partir daí, a equipa do P. Ferreira perdeu totalmente o norte. Waldschmidt poderia ter aumentado a vantagem logo depois, numa jogada em que permitiu escandalosamente a defesa do guarda-redes adversário (43′), mas o segundo golo pertenceu mesmo a Rafa. Seferovic, na esquerda, isolou por completo o internacional português, que só com Jordi pela frente tirou o guardião do lance com uma finta e finalizou depois com a baliza completamente desprotegida (45′). A primeira parte teve nove (!) minutos de descontos e ainda deu tempo para Seferovic ver um golo anulado, por estar em fora de jogo (50′), e marcar outro a valer, numa finalização de grande classe depois de uma assistência igualmente bonita de Taarabt, com um passe vertical (45+8′). O Benfica foi para o intervalo a vencer confortavelmente um jogo em que nem sequer estava a ser brilhante mas onde acabou por beneficiar da superioridade numérica que tinha desde os 22 minutos.

[Carregue nas imagens para ver alguns dos melhores momentos do P. Ferreira-Benfica:]

Ao contrário daquilo que seria de esperar, acabou por ser Jorge Jesus a mexer ao intervalo: o treinador encarnado tirou Diogo Gonçalves e lançou Gilberto, enquanto que Pepa manteve os 10 jogadores que já estavam em campo. A segunda parte trouxe muito pouco de novo, na medida em que o Benfica tinha total controlo do jogo mas decidia não ser acutilante e não ir à procura da goleada, preferindo trocar a bola no meio-campo adversário, e o P. Ferreira não conseguia sair da pressão encarnada. Os pacenses ainda tentavam explorar a transição ofensiva e o contra-ataque mas acabavam por desacelerar sempre que não conseguiam progredir com precisão, com receio de uma perda de bola que deixasse a equipa descompensada nas costas.

Por volta da hora de jogo, Jesus voltou a olhar para o banco e trocou Waldschmidt e Rafa por Pizzi e Everton. Desta feita, porém, Pepa respondeu e tirou um fatigado Luiz Carlos para colocar Ibrahim, numa tentativa de ter alguma bola na zona do meio-campo, lançando Lucas Silva e Adriano Castanheira escassos instantes depois. Jordi teve duas grandes intervenções, primeiro depois de um remate de Everton (65′) e depois na sequência de um livre direto de Grimaldo (67′) e o jogo foi-se arrastando — até porque a única dúvida estava relacionada com os números do resultado, já que o vencedor e o vitorioso estavam decididos já há muito.

Seferovic ainda voltou a marcar, com um remate muito forte à meia-volta depois de um passe de Everton (78′), e tornou-se o melhor marcador da Liga, chegando aos 16 golos e superando o registo de Pedro Gonçalves. Até ao fim, o avançado suíço ainda teve tempo para tirar da cartola uma assistência perfeita para Darwin, que fechou as contas e não escondeu a emoção ao marcar cerca de dois meses depois (19′). O Benfica derrotou o P. Ferreira e tornou-se apenas a segunda equipa a vencer a equipa de Pepa em casa esta temporada para o Campeonato, depois do Sporting. Os encarnados beneficiaram em larga escala da expulsão de Eustáquio, num jogo em que voltaram a desperdiçar várias oportunidades, mas Seferovic voltou a ser instrumental: o avançado suíço assistiu para o segundo e para o quinto golos, marcou o terceiro e o quarto, fez outro que foi anulado por fora de jogo e foi o elemento mais importante do ataque de Jorge Jesus. Pelo meio, já é o melhor marcador da Liga. E mostrou que é ele o verdadeiro 5G que o Benfica tem.

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