Desde a vitória por 2-1 nas grandes penalidades frente ao Barcelona no Pavilhão da Luz, nas meias de uma Liga europeia que terminaria em 2015/16 com a vitória na final diante da Oliveirense naquele que foi o último troféu europeu (e que coincidiu nesse dia com a festa do futebol, que se sagrou também campeão), o Benfica não mais tinha conseguido ganhar ao Barcelona. Quatro jogos depois, o enguiço foi quebrado. E com goleada.

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Depois da vitória clara com o Liceo por 7-2, os encarnados superaram uma série de três derrotas (4-8 na Luz e 0-2 no Palau em 2017/18, 2-4 na Luz em 2019/20) e um empate (5-5 no Palau em 2019/20) e derrotaram os catalães no Pavilhão do Luso por 6-2, garantindo o primeiro lugar do grupo C e confirmando uma Final Four 100% nacional da Liga Europeia, com o FC Porto (vencedor do grupo A) a defrontar a Oliveirense (vencedor do grupo B) e o Benfica a ter pela frente o rival Sporting (melhor segundo classificado, estando no grupo B).

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Lucas Ordoñez, antigo avançado dos blaugrana, inaugurou o marcador ainda no primeiro minuto frente a um Barcelona que estava obrigado a ganhar depois do empate a dois frente ao Liceo mas Sergi Panadero empatou (10′) antes de Diogo Rafael (13′) e Gonçalo Pinto (19′) fazerem o 3-1 que se registava ao intervalo entre várias bolas paradas desperdiçadas pelos dois conjuntos (Ordoñez, Pablo Álvarez, Pau Bargalló e Gonçalo Pinto).

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No segundo tempo, entre mais livres diretos, penáltis e situações de power play não traduzidas em golo (Ignacio Alabart e Hélder Nunes por duas vezes, com Pedro Henriques gigante na baliza das águias), o Benfica arrumou de vez com o encontro em dez minutos com golos de Sergi Aragonés (37′), Lucas Ordoñez (39′) e Gonçalo Pinto (47′) antes de Pablo Álvarez marcar o 6-2 final a pouco mais de um minuto do final do encontro.

“Queríamos controlar a intensidade que o Barcelona colocou no início do jogo. Eles fazem uma pressão grande, tanto defensivamente como ofensivamente. O início do jogo foi vital. Nem sempre conseguimos parar a intensidade do Barcelona, tiraram-nos a bola muitas vezes mas acabámos por igualar e até superar a intensidade do adversário. A partir daí, com eficácia, começámos a marcar. O que se passou neste jogo é um bom ponto de partida para tentarmos crescer mais. Sinto que somos candidatos a ganhar a Final Four mas há mais três equipas que sentem o mesmo. Vai ser muito difícil. Para já, não ganhámos nada, mas a nível de grupo temos de utilizar isto como catalisador, temos de nos sentir cada vez mais fortes para conseguirmos os sucessos que todos queremos”, comentou no final da partida o treinador do Benfica, Alejandro Domínguez.