O Grupo Renault, que incorpora várias marcas distintas, tem na Dacia um dos construtores que mais promete crescer nos próximos anos, graças à relação preço/qualidade considerada imbatível por Luca de Meo, o novo CEO do grupo francês. Um dos seus trunfos é o novo Sandero, que é proposto por valores a partir de 9000€, o que o transforma no modelo mais acessível do mercado, o que não é necessariamente sinónimo de ausência do equipamento, especialmente a nível do infoentretenimento, considerado fundamental por muitos clientes.

Só 9000€? Este carro tem vários trunfos e um problema

O truque da Dacia, para este Sandero, consistiu em propor o hoje vulgar sistema de multimédia comandado a partir de um ecrã central táctil, mas apenas para as versões mais bem equipadas, ainda assim propostas por valores ligeiramente acima dos 13.000€. Para as versões mais acessíveis, abaixo dos 10.000€, o fabricante romeno desenvolveu uma solução em que o Sandero possui o software, mas recorre ao smartphone do condutor como o ecrã que o tablier não oferece, para reduzir os custos.

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A ideia não é nova, pois surgiu com o VW e-up!, logo na primeira versão, com a Dacia a levar aqui um pouco mais longe o conceito. Denominado Media Control, o sistema pressupõe que o utilizador instale o seu telemóvel num local próprio no tablier, uma docking station, junto a uma fonte de alimentação, podendo controlar todo o sistema através dos comandos localizados no volante.

Através do Media Control, o condutor pode aceder ao rádio, às músicas armazenadas, ao sistema de navegação e até ao controlo do telemóvel, em termos de chamadas e mensagens. É ainda através do smartphone que pode ter acesso aos dados do veículo, no que respeita ao consumo e autonomia, entre outros.

Terminada a deslocação, quem vai ao volante tem apenas que afastar-se do veículo e guardar o ecrã táctil, que neste caso é um telemóvel, no bolso.