O PS e o partido RIR, liderado pelo ex-candidato presidencial Vitorino Silva, formaram a coligação “Penafiel Unido” que vai concorrer às autárquicas em Penafiel, distrito do Porto, com Paulo Araújo Correia como cabeça-de-lista, informou fonte da candidatura.

Os líderes locais dos dois partidos — Nuno Araújo, do PS, e Vitorino Silva, conhecido como Tino de Rans, do RIR — e o presidente da Federação do Porto do PS, Manuel Pizarro, estarão na apresentação pública da candidatura à câmara liderada pelo advogado socialista Paulo Araújo Correia, que está agendada para domingo, acrescenta a fonte. A sessão pública vai decorrer às 11h00, em frente aos Paços do Concelho.

Sobre o apoio do ex-candidato presidencial, o candidato Paulo Araújo Correia, citado no comunicado, recorda que Vitorino Silva, nas eleições autárquicas de 2017, liderou a terceira força política mais votada no concelho e que respondeu agora “afirmativamente a esta vontade de mudança”.

É com grande satisfação que apresentamos aos penafidelenses o projeto ‘Penafiel Unido’, que incluirá o Partido Socialista, o Partido Reagir, Incluir e Reciclar e vários elementos da sociedade civil, unidos pela enorme vontade de construir um concelho onde todos possam aceder a habitação própria, onde predomine o emprego qualificado, em que a mobilidade seja acessível a todos e em que as questões ambientais sejam tratadas com a centralidade que merecem”, acrescenta a candidatura.

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Em 4 de março, a estrutura local do PS anunciou o nome de Paulo Araújo Correia como o candidato do partido à presidência da Câmara de Penafiel nas eleições autárquicas deste ano, que, segundo a lei, decorrem entre setembro e outubro, mas ainda não têm data marcada.

Natural do concelho, Paulo Araújo Correia licenciou-se em Direito pela Universidade Lusíada do Porto, exercendo a atividade de advogado em Penafiel. Até outubro, foi adjunto no gabinete do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.

O concelho de Penafiel é governado, com maioria absoluta, pela coligação PSD/CDS desde as eleições autárquicas de 2001. O PS, que foi poder no concelho antes de perder a câmara para a coligação PSD/CDS, é atualmente o único partido da oposição com assento no executivo municipal, com quatro vereadores sem pelouros atribuídos.