O nulo entre Alverca e Torreense na última jornada da Série F do Campeonato de Portugal permitiu que a equipa de Torres Vedras ficasse apurada para o acesso à subida à Segunda Liga com V. Setúbal, U. Leiria e Estrela da Amadora, relegando o conjunto ribatejano para a luta pela entrada na Liga 3 (novo escalão que irá surgir no futebol nacional) com Condeixa, U. Santarém e Marinhense. No entanto, o jogo realizado em Alverca na tarde de domingo está longe de acabar, com a equipa da casa a tecer duras críticas ao comportamento do adversário.

“Finalizada a fase de grupos do Campeonato de Portugal 2020/2021, a Futebol Clube Alverca – Futebol SAD reconhece e aceita os resultados que levaram à classificação final do grupo F”, começou por destacar o clube num comunicado feito na noite desta quarta-feira e divulgado nas plataformas dos ribatejanos.

“Informamos que dois dos mais importantes atletas do FC Alverca testaram positivo à Covid, em função da sua participação no jogo do último domingo. Jogadores que não poderão auxiliar a equipa nos primeiros jogos de apuramento para a Liga 3. Tudo isto surge como consequência da irresponsável atuação da SAD do SCU Torreense que ignorou a denúncia pública de que vários dos seus atletas participaram em reuniões de jogo clandestino e, mais tarde, consentiu múltiplos contactos entre o seu plantel e adeptos do clube, na semana que antecedeu o jogo”, acusa o Alverca, que vai mais longe na análise perante aquilo que considera uma “fraude” recuperando a detenção de alguns atletas do conjunto de Torres Vedras num casino ilegal no final de março.

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“Num primeiro momento tratou-se de uma violação do protocolo de responsabilidade que todos os clubes assinaram. Num segundo momento, já se trata de uma evidente fraude. Na sequência do exposto, informamos que pedimos ao nosso departamento jurídico que se acionem todos os mecanismos legais que nos permitam lutar por reaver todos os prejuízos económicos que a situação nos está a causar. Apelamos que a Federação Portuguesa de Futebol atue de forma preventiva, para que futuramente este tipo de fraudes não se repitam, de forma alguma, no desporto português”, concluiu a missiva emitida pelos ribatejanos.

As críticas surgem poucas horas depois de o Torreense ter feito um comunicado onde anuncia a existência de 17 casos positivos de Covid-19 no plantel e que deverão levar ao adiamento do primeiro jogo da Zona Sul de acesso à Segunda Liga, marcado para o próximo dia 22 com a U. Leiria no Campo Manuel Marques, em Torres Vedras.

“O Sport Clube União Torreense (SCUT) informa que, na sequência de testes de rotina à Covid-19 ontem [terça-feira] realizados, foram detetados 17 casos positivos, entre elementos do plantel e equipa técnica. Os casos positivos apresentam-se bem, na grande maioria assintomáticos. O SCUT está em contacto permanente com as Autoridades de Saúde locais e com a Federação Portuguesa de Futebol, estando a adotar todas as medidas indicadas por estas entidades, consideradas adequadas perante a situação. Este é um adversário invisível que atinge qualquer um. A família do Sport Clube União Torreense está ficada em superar esta adversidade, na persecução dos seus objetivos na presente temporada”, explicou o clube em comunicado.