A conferência deveria ser sobretudo de lançamento do encontro do Sporting no Algarve frente ao Farense na noite desta sexta-feira, tendo como contexto os recentes empates dos leões frente a Moreirense e Famalicão que encurtaram o avanço na liderança para apenas seis pontos, mas de forma inevitável foi do castigo de Rúben Amorim que mais se falou ao início da tarde em Alcochete, com o técnico a abordar “uma última vez” a questão para defender em mais uma ocasião que aquilo que disse ao árbitro auxiliar Nuno Manso no último encontro não foi aquilo que depois constou no relatório de jogo entregue pelo árbitro principal Rui Costa.

A quarta expulsão de Rúben Amorim em Alvalade valeu suspensão por 15 dias. Técnico vai falhar três jornadas

“Fui expulso por afirmações que não são verdade. Expulsem-me por palavrões mas é falso ter dito o ‘Conseguiste o que querias’. É a última vez que falo sobre o castigo porque o grande prejudicado sou eu e qualquer dia sou despedido do Sporting porque estou sempre castigado…”, comentou, abordando também a sua forma de estar no banco que só esta temporada já lhe valeu quatro expulsões e um total de 36 dias de suspensão, falhando por isso seis dos 34 jogos nacionais do Sporting – e tendo a decorrer o processo por alegada fraude na inscrição enquanto treinador da equipa verde e branca, que poderá levar a um castigo de um a seis anos.

“Sempre fui assim no banco, o meu comportamento não mudou. Vivo as emoções do jogo. Mas estou confiante na mesma, sinto a equipa melhor, o que me deixa tranquilo. Temos todas as condições para ganhar ao Farense, com ou sem treinador no banco. Não mudei a minha forma de estar, estou confiante”, salientou, antes de deixar ainda uma outra afirmação a esse propósito da defesa em relação às expulsões: “Há um castigo, eu não concordo, as coisas estão a correr, é a palavra do árbitro contra a minha e estou tranquilo principalmente porque sei o que disse e nunca vim para aqui dizer que não disse, nunca fui santo. Nunca quis passar por santo, mas sei o que digo e o que não digo. Acabou essa questão dos castigos, o foco agora é ganhar ao Farense”.

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“Pressão negativa sobre a equipa? Desconstruindo um pouco à volta do futebol, sei que quando há um mau resultado, e felizmente para o Sporting hoje um mau resultado é um empate, o futebol tem coisas que não se explicam. Na jornada do Moreirense, tivemos um rival, neste caso o que está em segundo lugar, que esteve empatado até ao último minuto e conseguiu ganhar e nós estivemos a ganhar até ao último minuto e depois empatámos. O que poderia ser uma vantagem maior tornou-se uma vantagem menor, num minuto podíamos ter 12 pontos de vantagem e passámos para oito. É o que explico aos jogadores, o futebol muda num momento e se muda uma vez pode voltar a mudar. Se ganharmos ao Farense está tudo bem porque o futebol vive muito dos resultados”, referiu a propósito do atual momento da equipa que leva uma série de dois empates seguidos.

“Tivemos dois jogos nos quais não conseguimos ganhar, faz parte do futebol. Fomos claramente superiores. É sempre melhor ganhar mas a equipa está muito tranquila. Os jogadores acreditam em mim quando lhes digo que estão melhores. Sou muito sincero no que digo. Temos uma forma de jogar muito clara, acho que vamos fazer um grande jogo em Faro. Temos de fazer mais golos do que os adversários. Só queremos ganhar ao Farense, é esse o nosso pensamento, não fazermos sequências de três jogos sem ganhar”, acrescentou, antes de revelar que Feddal não irá defrontar o Farense esta sexta-feira, devendo ser a única baixa na equipa.