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Nem a Ferrari pode se pode dar ao luxo de virar as costas à mobilidade eléctrica, tanto mais que os seus responsáveis estão convencidos que é o futuro, como os seus clientes o exigem. Mas o construtor transalpino não pode arriscar apresentar um superdesportivo eléctrico que seja batido por uma berlina familiar como o Tesla Model S, como aconteceu com a Porsche, pelo que prefere esperar um pouco mais para ter a garantia que controla minimamente a tecnologia eléctrica com que só recentemente começou a lidar.

Numa entrevista à Autocar, John Elkann, chairman da Stellantis e da Ferrari, garantiu que o Ferrari eléctrico estará à altura das expectativas, indo ao encontro do que os clientes esperam, num misto de performance sem compromisso, em termos de potência, velocidade máxima, capacidade de aceleração e autonomia.

Essencialmente, o que Elkann pretende garantir é que o Ferrari alimentado exclusivamente por baterias será tudo o que os designers e os engenheiros da marca conseguiram imaginar para esta viragem histórica, referindo-se à mudança de motores a gasolina para eléctricos. A Ferrari já revelou desportivos híbridos plug-in, ainda que com uma reduzida capacidade de percorrer distâncias em modo eléctrico.

Para a casa de Maranello, se a Ferrari decide apostar numa nova tecnologia, é impensável não o fazer aportando algumas novidades às soluções já disponíveis no mercado, sendo esta a alegação do responsável comercial pela marca, Enrico Galliera, que garante ainda que o ADN do eléctrico será 100% Ferrari.

A casa do Cavallino Rampante, que vendeu 9119 unidades em 2020, lançará o SUV da marca em 2022, o Purosangue, que promete tornar-se no Ferrari mais vendido, apesar de o construtor se ter comprometido a limitar as vendas deste modelo, mais volumoso e pesado, para não começar a ser visto como fabricante de carros pesados e menos desportivos.

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