O PSD, o CDS-PP e o PPM vão assinar esta terça-feira acordos de coligação para a candidatura do deputado Duarte Pacheco à câmara de Torres Vedras nas próximas eleições autárquicas.

“Pretendemos dar uma abrangência à candidatura não só envolvendo vários partidos, mas também a sociedade civil para galvanizar uma vitória eleitoral”, afirmou à agência Lusa o presidente da concelhia do PSD de Torres Vedras, Luís Carlos Lopes.

Para o presidente da concelhia do CDS-PP, Pedro Castelo, “fazia todo o sentido o centro-direita unir-se para ser uma verdadeira alternativa e ter um projeto de mudança para Torres Vedras”, numa altura em que surgiu também uma candidatura independente, liderada por Sérgio Galvão, que, para o líder centrista, não passa da “equipa B do PS”, uma vez que “é uma candidatura mascarada do PS”.

Para os dois líderes concelhios, o seu cabeça de lista, o deputado Duarte Pacheco, “pode encarnar a mudança” e, tendo a candidatura o lema “Afirmar Torres Vedras”, “dar mais peso a Torres Vedras nas negociações de investimentos estruturantes para o concelho”.

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Aquando do anúncio da sua candidatura, Duarte Pacheco defendeu que, depois de 40 anos no poder da região, “o PS não tem conseguido projetar o concelho como os torrienses merecem” e quer trabalhar para “colocar Torres Vedras no mapa para atrair pessoas e investimentos”.

Afirmando que “não concorre para cumprir calendário, mas para lutar pela vitória”, o candidato da direita referiu que está a preparar-se para, caso cumpra o seu objetivo, “mudar de vida” e abdicar da atividade parlamentar.

Entre as suas prioridades está a construção de um novo hospital para a região.

A situação do hospital é insustentável e tem de ser uma prioridade fazer sentir junto do Governo a necessidade de resolver o problema e sermos capazes de juntar forças para o desbloquear”, sustentou.

O candidato defendeu também a promoção de Torres Vedras como maior concelho produtor de vinho do país, por considerar que “ninguém sabe disso fora de Torres Vedras”.

Duarte Pacheco, 55 anos, é deputado eleito pelo PSD na Assembleia da República e, desde novembro, presidente da União Interparlamentar, a maior organização internacional de parlamentos de estados soberanos, com 179 parlamentos membros e 13 membros associados.

Em termos autárquicos, foi candidato pelo PSD à câmara do concelho vizinho de Sobral de Monte Agraço em 1989 e 1993 e, entre 1997 e 2017, encabeçou a lista à assembleia municipal, tendo sido eleito.

Além de Duarte Pacheco, na corrida à câmara de Torres Vedras, estão ainda o independente Sérgio Galvão (vereador pelo PS entre 2005 e 2016), o atual presidente da câmara, Carlos Bernardes (PS) e o professor Jorge Humberto Nogueira, pelo Bloco de Esquerda.

Nas anteriores eleições autárquicas, o PS venceu em Torres Vedras, com maioria absoluta, elegendo seis elementos para o executivo, enquanto o PSD elegeu três.

Este ano as autárquicas ainda não têm data, mas, segundo a lei, ocorrem entre setembro e outubro.