A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, reiterou nesta quarta-feira que pessoas que queiram tomar as vacinas da Janssen e da Astrazeneca e estejam fora da idade recomendada podem fazê-lo desde que deem o seu consentimento informado.

A administração das vacinas da Janssen e da Astrazeneca contra a Covid-19 são recomendadas para as pessoas com mais de 50 anos e de 60 anos, respetivamente.

Questionada à margem de uma visita à Escola Básica Frei Luís de Sousa, em Lisboa, onde realizou uma ação com crianças no âmbito do Dia Mundial da Higiene das Mãos, nesta quarta-feira assinalado, Graça Freitas explicou que a toma da vacina da Janssen fora da idade recomendada é uma opção que pode ser tomada pelas pessoas, desde que estejam devidamente informadas.

Se for presencial as pessoas serão esclarecidas de que vão levar aquela vacina, receberão um folheto com toda a informação necessária e se decidirem ser vacinadas serão vacinadas, e se decidirem aguardar por novos dados, nova informação que permita outra vacina, então serão depois convocadas para a vacinação”, adiantou.

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Graça Freitas salientou que “o risco [de uma reação grave] é mínimo e, portanto, se uma pessoa assumir a título individual que não se importa em ter um risco infinitamente pequeno pode fazê-lo, dar o seu consentimento na altura da vacinação, ou se se criar um formulário eletrónico, pode fazê-lo através desse formulário”. Contudo, salientou, na altura da vacinação a pessoa terá sempre a oportunidade de se pronunciar, “devidamente esclarecida, que quer essa opção”.

Relativamente à vacina da AstraZeneca, recomendada para pessoas acima dos 60 anos, Graça Freitas afirmou que a Agência Europeia do Medicamento licenciou a vacina, que está autorizada para qualquer idade, acima dos 18 anos. “Se está autorizada para acima dos 18 anos ser administrada a primeira dose, em coerência com essa autorização, também está a segunda”, salientou.

A diretora-geral da Saúde sublinhou que há “um equilíbrio entre o que é mais simples, do ponto de vista logístico, para acelerar o processo”, mas defendeu que não se pode “deixar para trás pessoas que queiram ter uma oportunidade de vacinação, assumindo elas a sua responsabilidade no processo, porque devidamente informadas devidamente esclarecidas podem fazê-lo.

Questionada sobre o número de vacinas já administradas, afirmou que “Portugal tem estado a dar as vacinas todas que vai recebendo”, sendo que só a partir desta semana e da próxima é que vai haver “vacinas em abundância para aumentar o ritmo da vacinação”.

“De qualquer maneira mais de 260 mil portugueses já receberam a primeira dose e mais de 900 mil, a caminho do milhão, já receberam a segunda dose. Portanto, o nosso país tem feito pela vacinação tudo o que é possível fazer”, vincou Graça Freias.

Disse ainda que o país está preparado para vacinar 100 mil pessoas, admitindo, contudo, que “vai ser uma operação complexa, que vai ter dias altos e dias menos altos”. Mas, assegurou, “está a ser feito tudo do ponto de vista da logística, da distribuição, do agendamento para que esse ritmo de mantenha”.