O governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, disse esta quarta-feira que as decisões de redução de impostos permitiram que a carga fiscal recuasse 1,1 pontos percentuais entre 2016 e 2020, não vendo motivos para aumentos de impostos.

“Do ponto de vista estrutural, a carga fiscal foi reduzida”, referiu Mário Centeno, adiantado que os dados mostram que “entre 2016 e 2020, aquilo que foram decisões de redução de impostos contribuiu para a redução da carga fiscal em Portugal em 1,1 pontos percetuais”.

O governador do Banco de Portugal, que apresentou esta quarta-feira o Boletim Económico de maio, respondia desta forma a uma questão sobre a possibilidade de a recuperação da economia após a crise causada pela pandemia poder implicar aumento de impostos.

Honestamente não acho que estejamos num momento nem de acelerar este processo, nem de o travar ou inverter. O que é temporário deve permanecer temporário e se conseguirmos uma ação coordenada de todos os setores institucionais, de todos os agentes económicos, estou em crer que não necessitamos de medidas dessa natureza”, precisou.

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Mário Centeno sublinhou que, ao longo dos últimos anos, Portugal conseguiu “atingir os objetivos orçamentais que atingiu” preservando a estabilidade fiscal e que as políticas orçamentais “devem retomar as trajetórias” que tinham antes da crise pandémica.

“Esse é o caminho a seguir. Qualquer inversão, sinaliza alterações de trajeto que são muito difíceis de entender neste contexto”, precisou.