Foi em 2007 que a Nissan introduziu no mercado o Qashqai e, com isso, lançou uma moda que pegou a ponto de não só ter criado o segmento, como também ter incitado os restantes fabricantes a adoptarem o conceito e a proporem Sport Utility Vehicles (SUV) com praticamente todos os comprimentos, do segmento A ao E, sempre com uma estética mais aventureira e maior altura ao solo. Agora, quase década e meia depois de ter disparado esse tiro certeiro, o construtor nipónico introduz no mercado a 3.ª geração do Qashqai, que recorre à nova plataforma CMF-C da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi para disponibilizar motorizações mais amigas do ambiente e da carteira.

Líder do segmento C-SUV em Portugal, há 14 anos, o Qashqai apresenta-se nesta nova geração procurando conciliar os pontos fortes que lhe valeram a comercialização de mais de 56 mil unidades no mercado português com as novas tendências dos consumidores, nomeadamente a apetência para motorizações mais amigas do ambiente, incluindo o novo e-POWER de que já lhe falámos, mais e melhores soluções de conectividade, um upgrade no conforto oferecido a bordo e um nível de segurança reforçado.

Novo Qashqai promete, mas os motores são diferentes

Em Portugal, o lançamento faz-se exclusivamente com o motor 1.3 DiG-T a gasolina com sistema mild hybrid de 12V, com 140 ou 158 cv, sendo que só o mais potente pode acoplar a caixa de velocidades Xtronic e usufruir de tracção às quatro rodas – alternativa que será disponibilizada mais tarde, tal como o e-POWER, que chegará no final do ano. Segundo a Nissan, a transmissão Xtronic é a que permite maiores poupanças de combustível e redução nas emissões de CO2 (-4g/km), mas a caixa manual de seis velocidades também foi alvo de melhorias, para proporcionar um feeling mais desportivo, com um engrenamento das mudanças mais rápido e mais directo.

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O motor a gasolina de 1,3 litros, que conhecemos no Qashqai desde 2018, foi igualmente revisto – a marca fala em “50 componentes alterados” – e o apoio eléctrico permite-lhe ganhar pontos face aos principais concorrentes, pois oferece mais potência e binário (270 Nm) com menores emissões de CO2.

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No nosso mercado, os preços arrancam nos 29.000€ exigidos pela versão de entrada na gama, equipada com o 1.3 DiG-T de 140 cv, caixa manual e o nível de equipamento básico (Visia). No topo da oferta, sempre associado ao nível de equipamento mais completo (Tekna+) e com o conjunto motopropulsor mais potente, acoplado à caixa Xtronic, o Qashqai pode atingir os 43.000€. Pelo meio, há mais três níveis de equipamento (Acenta, N-Connecta, Tekna), cuja dotação vai sendo enriquecida pela mesma ordem. Quem fizer questão num grau superior de personalização, tem ainda à escolha oito packs adicionais de equipamento.

Para promover o modelo, a marca vai fazer um roadshow, podendo os potenciais interessados descobrir online qual o concessionário mais próximo onde podem ver o novo Qashqai. Fizemos essa consulta e, na zona de Lisboa, nenhuma das concessões assinaladas no mapa tinha datas disponíveis.