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De acordo com as mais recentes estatísticas da Autoridade Tributária (AT), em 2019, mais de 50 mil famílias tiveram rendimentos brutos superiores a 100 mil euros — é a primeira vez que a fasquia face ao número de agregados é ultrapassada.

Os dados, citados pelo Diário de Notícias, dão conta de 52.119 agregados familiares, o que representa um aumento de 6,8% face ao ano anterior. Feitas as contas, representam 1,7% do total de agregados com IRS liquidado em 2019, embora tenham sido responsáveis por 22,38% do imposto. A taxa efetiva de tributação foi de 37,6%.

Se, por um lado, foi nos escalões mais elevados de rendimento que se registaram maiores variações percentuais, como destaca o DN — no escalão entre 50 mil e 100 mil euros, por exemplo assinalou-se um aumento homólogo de 8,2% —, por outro, há quebras tendo em conta os rendimentos até 10 mil euros por ano, correspondendo, em 2019, a 2,1 milhões de famílias (quebra superior a 3% face ao ano anterior). Estas famílias representam cerca de 40% do total.

Em 2019, apenas 55,6% dos mais de 5,4 milhões de contribuintes que declararam rendimentos contribuíram para a receita do imposto, com IRS liquidado. “Os que obtêm um rendimento bruto entre 40.000 euros e 100.000 euros (14,9% dos agregados) contribuem em 41,03% para o total do valor de imposto liquidado”, refere ainda a AT. O mesmo jornal frisa que 10% das famílias no país, com rendimentos acima dos 50 mil euros, são responsáveis por metade do imposto liquidado.

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