“O Pai”

O filme de Florian Zeller que deu a Anthony Hopkins o seu segundo Óscar de Melhor Ator assenta completamente nos ombros deste. Zeller, que também escreveu a peça de teatro original e a adaptou à tela, com o seu colega Christopher Hampton (ganhando o respetivo Óscar de Argumento), filma do ponto de vista da personagem de Hopkins, um octogenário que vive em Londres e sofre de demência, para mostrar o que significa estar a perder aos poucos a noção da realidade e o sentido da nossa própria identidade. E deixa ao ator a tarefa de transportar e transmitir, portentosamente e sem a menor suspeita de cabotinismo ou exibicionismo, toda a desorientação, todo o desamparo e toda a aflição de alguém que se encontra a braços com uma irreversível doença degenerativa.

“Godzilla vs. Kong”

A primeira superprodução pós-desconfinamento, realizada por Adam Wingard, é o quarto filme da saga MonsterVerse e junta King Kong e Godzilla, os protagonistas dos três títulos anteriores.  Kong, Jia, a jovem órfã surda-muda com quem este tem um vínculo único, e os seus protetores, começam uma longa jornada para encontrar o seu verdadeiro lar através da Terra Oca, mas dão no caminho com um Godzilla enfurecido, que destrói tudo com o que se cruza. O colossal e destruidor confronto entre os dois titãs é, no entanto, instigado por forças invisíveis cujos planos põem em risco todos os seres vivos do planeta. Alexander Sarsgard, Millie Bobby Brown, Kaylee Hottle, Rebecca Hall, Shun Oguri, Brian Tyree Henry e Demián Bichir encabeçam o elenco.

“Caros Camaradas!”

Andrei Konchalovsky recria neste filme o massacre ocorrido no dia 2 de junho de 1962 em Novocherkassk, na URSS, quando o KGB disparou contra os operários locais que se manifestavam contra a falta de bens alimentares essenciais e cortes nos salários, matando mais de 25 pessoas e ferindo quase 90. O realizador centra-se em Lyuda (Julia Vysotskaya), uma comunista convicta que dirige o sector da produção do Comité Municipal do partido na cidade, e que descobre que a filha estava entre os manifestantes. Ao ir em busca dela para saber se morreu ou está viva, Lyuda irá perder todas as ilusões sobre a ideologia que serve e em que  acredita ferreamente. “Caros Camaradas!” foi escolhido como filme da semana pelo Observador e pode ler a crítica aqui.

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