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Agüero quis brincar, queimou-se e a festa voltou a ficar adiada: Chelsea vence City nos descontos e ainda não há campeão

Guardiola mudou nove jogadores em relação ao PSG, esteve na frente, viu Agüero falhar um penálti à Panenka e Chelsea deu a volta no final. O título fica adiado. E a final da Champions promete (1-2).

Agüero quis marcar um penálti à Panenka mas Mendy adivinhou a intenção e segurou sem problemas com a mão esquerda
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Agüero quis marcar um penálti à Panenka mas Mendy adivinhou a intenção e segurou sem problemas com a mão esquerda

Getty Images

Agüero quis marcar um penálti à Panenka mas Mendy adivinhou a intenção e segurou sem problemas com a mão esquerda

Getty Images

“Felizmente, Guardiola ganha. Porque desde que o pragmatismo se apoderou do futebol, quem não ganha, não influencia. Mas atenção, ganhar não chega para influenciar. Na verdade, há muitos vencedores que passam e deixam apenas indiferença para a posteridade. As revoluções precisam de ser personalizadas e Pep representa melhor do que ninguém a última grande mudança que o futebol experimentou. Mas as revoluções exageram sempre (…) Na minha aldeia, quando um central sai a jogar curto e lhe roubam a bola, ouve-se sempre alguém a dizer ‘Maldito Pep!’, acusado de infetar com bom futebol os jogadores medíocres. Acontece em todo o mundo, desde os regionais à Premier League. Isso é influenciar. Os exageros são tóxicos quando atentam contra a eficácia. Mas é um exagero feliz, que anima a jogar, a arriscar, a viver, já que a vida são três dias. Senão, para que servem os jogos?”

Mahrez, o herói: o nome é dele, a primeira final do City é de Pep, de Rúben, de Phil, de Kevin e de todos os outros

Na habitual crónica semanal no El País, com o título ‘Me cago en Pep’. Eso es influir, Jorge Valdano, talvez um dos maiores pensadores do futebol que foi campeão mundial ao lado de Maradona pela Argentina numa carreira de jogador com mais de uma década em Espanha que foi bem mais longa do que o trajeto como treinador (onde foi campeão pelo Real Madrid), falava sobre a marca que Pep Guardiola está a deixar para a posteridade entre os 30 títulos conquistados em Espanha (Barcelona), Alemanha (Bayern) e Inglaterra (Manchester City). Uma marca que ajudava também a explicar a possibilidade de ganhar mais um troféu. E a forma como abordou esse jogo.

Na ressaca do apuramento para a primeira final de sempre da Liga dos Campeões, e tendo pela frente não só o adversário no encontro decisivo da competição europeia mas também aquele que o tinha afastado nas meias da Taça de Inglaterra, o Manchester City promoveu uma autêntica revolução na equipa e até na própria forma de jogar em termos táticos, colocando Aké como terceiro central ou lateral esquerdo mediante as dinâmicas da equipa, João Cancelo e Mendy nos corredores, Sterling e Ferran Torres a jogar mais recuados e por dentro na ligação com Rodri e dois avançados móveis, Kun Agüero e Gabriel Jesus. Uma ideia que permitia em vários momentos encaixar com o Chelsea e que, além de Ederson, manteve só um jogador de campo: Rúben Dias.

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O The Telegraph falava esta sexta-feira num “relógio suíço que nunca pára de falar”, descrevendo o central que foi eleito o MVP do último encontro com o PSG como “o Jogador do Ano”. Na verdade, e enquanto as pessoas mais próximas do Manchester City vão fazendo comparações com Kompany, começam a surgir opiniões de que, nesta fase, o português formado no Benfica será o melhor central do mundo. Sendo ou não, é pelo menos o mais regular. Sendo ou não, contribuiu de forma decisiva para a temporada que a equipa atravessa. Sendo ou não, também ele se tornou um produto de Guardiola porque injetou bom futebol num jogador que já era muito bom e que se tornou melhor e mais completo com e sem bola perante a tal revolução na forma da equipa jogar.

E um desses capítulos dessa fantástica evolução teve o condão de criar a primeira oportunidade e de abrir o caminho ao primeiro golo: o passe a explorar a profundidade. Foi assim que Ferran Torres apareceu em boa posição na área pressionado por Rüdiger a rematar por cima (4′), foi assim que começou a jogada do 1-0, numa desmarcação de Gabriel Jesus de novo com um movimento a cair na direita para o cruzamento rasteiro que Kun Agüero não recebeu da melhor forma mas que permitiu o remate vitorioso de Sterling (44′). Antes, o Chelsea foi conseguindo dar uma boa réplica, marcando num golo anulado por claro fora de jogo de Timo Werner e criando outra situação de qualidade para inaugurar o marcador; depois, Agüero voltou a ser protagonista pelas piores razões, tentando um penálti à Panenka que correu mesmo mal e ficou nas mãos de Mendy (45+1′).

[Clique nas imagens para ver os golos do Manchester City-Chelsea em vídeo]

No entanto, e no segundo tempo, à exceção de um grande passe longo de Sterling que iria isolar Gabriel Jesus mas que teve Ferran Torres a amortecer para o remate fraco de Agüero, o Manchester City deixou de procurar tanto a baliza contrária e colocou-se a jeito para o empate, que nasceu numa perda de bola de Rodri no meio-campo quando não tinha alternativas de passe e terminou com um remate rasteiro de de Ziyech ao ângulo inferior após assistência de Azpilicueta (63′). A festa voltava a depender de um golo, com Guardiola a lançar para isso Gündogan e Phil Foden, e depois de dois golos anulados por fora de jogo a Werner e Hudson-Odoi também Phil Foden teve a oportunidade para marcar, num final emotivo onde seria o Chelsea a conseguir a reviravolta nos descontos com um golo de Marcos Alonso de pé direito na área após assistência de Timo Werner (90+2′).

Assim, Rúben Dias ainda não festejou aquele que seria o seu segundo troféu apenas em duas semanas, juntando a Premier League à Taça da Liga tendo ainda a final da Liga dos Campeões por jogar e reforçando a possibilidade que é cada vez mais falada em Inglaterra de ser eleito o Melhor Jogador do Ano. Tudo no ano de estreia e na antecâmara do Europeu. Mas a festa pode ser feita este domingo, caso o Manchester United não ganhe ao Aston Villa. E o Chelsea já se começa a aproximar com perigo da segunda posição do candidato com Thomas Tuchel.

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