Os imigrantes realojados no Zmar viviam em casas sem condições de salubridade e foi esse o motivo que levou à transferência para o parque de campismo. A explicação foi dada pelo autarca de Odemira, à SIC Notícias, na tarde desta sexta-feira quando reconheceu também “falhas” no processo e desconhecer o paradeiro de alguns dos imigrantes depois de algumas casas se terem “esvaziado durante a noite”.

Os desenvolvimentos dos últimos dias criaram “instabilidade e insegurança” no seio da comunidade imigrante em Odemira, admitiu José Alberto Guerreiro que denunciou ainda que “não se sabe qual o paradeiro ou destino” de algumas pessoas que tinham sido identificadas em casas sobrelotadas.

Há situações que nos preocupam. Há casas que ficaram esvaziadas e não se percebeu exatamente qual é o destino e paradeiro das pessoas. Algumas casas estão fora do cordão sanitário, dentro do cordão sanitário é mais difícil, mas dentro do próprio cordão sanitário há movimentações”, afirmou o presidente da autarquia.

José Alberto Guerreiro diz que “deu conta às autoridades” para tentar perceber se os imigrantes “foram para uma situação melhor ou se estão em alguma situação social”.

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Presidente da câmara de Odemira diz que mudança de imigrantes para Zmar “não correu francamente nada bem”

O autarca de Odemira admitiu ainda falhas no processo de realojamento dos imigrantes no Zmar, que decorreu durante a madrugada de quinta-feira.

Devia ter havido um plano B, assumo essa responsabilidade, devia ter assegurado a operacionalidade deste serviço”, assume José Alberto Guerreiro notando falhas no momento de os imigrantes prepararem os pertences individuais para a mudança.

“Na questão da operação as situações que não correram bem foi porque havia uma preparação dos migrantes, dos seus bens, que não estavam devidamente acondicionados — embora lhes tenha sido solicitado”, aponta, reconhecendo que o processo “não correu francamente nada bem”.

José Alberto Guerreiro explicou ainda que os imigrantes realojados estavam em casas que se encontravam “e situação de sobrelotação, com insalubridade atestada pela autoridade de saúde” e que o processo de realojamento “teve sobretudo a ver com essa situação”.