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Portugal ainda não tinha sido campeão da Europa. O Chelsea nunca tinha ganho a Liga dos Campeões. Ronaldo tinha apenas uma Bola de Ouro. Larisa Latynina tinha o recorde de medalhas individuais nos Jogos Olímpicos. Lewis Hamilton tinha sido uma vez campeão mundial. Novak Djokovic tinha conseguido somente cinco Grand Slams. Simone Biles nunca tinha ganho qualquer medalha nos Jogos ou em Mundiais. LeBron James não tinha anéis de campeão da NBA. Miguel Oliveira tinha subido pela primeira vez a um pódio em Moto3.

O desporto era assim em 2012, o último ano em que um clube que não o Bayern ganhou o título de campeão da Alemanha. Os bávaros eram o clube com mais troféus na principal prova nacional, num total de 22, mas sem uma distância tão acentuada para Nuremberga (nove), B. Dortmund (oito), Schalke 04 (sete), Hamburgo (seis), Estugarda e B. Mönchengladbach (ambos com cinco). Conquistara cinco em dez anos mas era diferente.

Alphonso Davies, que fugira com os pais da Libéria para um campo de refugiados no Gana durante a Segunda Guerra Civil no país, começava a dar os primeiros toques na bola numa escola em Edmonton, no Canadá. Robert Lewandowski já era o melhor avançado da Bundesliga mas ao serviço do B. Dortmund. Kimmich acabava a sua formação no Estugarda. Goretzka tinha feito a época de estreia no primeiro escalão pelo Bochum. Leroy Sané ainda era júnior no Schalke 04. Douglas Costa encontrava-se na Ucrânia a jogar pelo Shakhar. O francês Lucas Hernández estava na equipa de juniores do Atl. Madrid. Thomas Müller, Neuer, Boateng e Alaba eram os únicos no plantel dos germânicos. Tiago Dantas fazia os primeiros tempos no Benfica como infantil.

Depois de Renato Sanches, há mais um português campeão pelo Bayern e o jovem médio de 20 anos cedido pelos encarnados, que levava 69 minutos em dois encontros do Campeonato alemão além de sete jogos na equipa B, fez a festa ainda antes de entrar em campo, com os bávaros a fazerem a festa do nono título consecutivo na Bundesliga pela derrota do RB Leipzig em Dortmund (3-2) sem necessitarem do resultado da receção que se seguia ao B. Mönchengladbach. Tudo, claro, numa altura em que a estrutura dos germânicos já prepara a próxima temporada, que contará com Julian Nagelsmann no comando da equipa em vez de Hansi Flick.

Em atualização

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