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A Ferrari já tinha admitido que só espera regressar em 2022 aos lucros chorudos que habitualmente consegue, apontando para ganhos na casa dos 1,8 mil milhões de euros, antes de considerar juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), valor que esteve antes previsto para 2021. Esta derrapagem de um ano, segundo o chairman da marca italiana e do grupo Stellantis, John Elkann, deve-se aos danos provocados pela Covid-19 no aparelho produtivo e no mercado.

Porém e apesar deste pessimismo do trineto de Giovanni Agnelli, um dos fundadores da Fiat, a Ferrari vendeu 2771 unidades nos primeiros três meses do ano, ultrapassando ligeiramente o valor (2738) que conseguiu entregar a clientes no mesmo período do ano transacto.

Curiosamente, a contribuição para este incremento das vendas não foi distribuída equitativamente por todos os modelos da gama, uma vez que os coupés com motor V8 biturbo viram a procura aumentar 8,1%, enquanto os topo de gama mais nobres, com motor V12 atmosférico, venderam menos 19,6% do que no primeiro trimestre de 2020.

Os resultados financeiros da marca italiana de Janeiro a Março foram de 376 milhões de euros de lucros EBITDA, mais 19% do que no mesmo período de 2020. Os resultados líquidos deram um salto de 23%, atingindo 206 milhões de euros, o que supera os 166 milhões de há um ano.

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