Os resultados da vacinação são cada vez mais visíveis na população portuguesa. Além dos dados de mortalidade nas faixas etárias mais altas já conhecidos, também a incidência cumulativa a 14 dias por 100 mil habitantes é bastante diferente entre os mais jovens e os mais velhos. Se na semana passada eram os portugueses com idade entre os 10 e os 20 anos que tinham taxas de infeção três vezes superiores à dos maiores de 80 anos, esta semana são os jovens com idade entre os 20 e os 30 anos que superam — em mais do triplo — o número de infeções dos idosos acima dos 80 anos. Entre os 20 e os 30 anos, a 14 dias por 100 mil habitantes, registaram-se 87 casos, um número que desce para os 23 acima dos 80 anos.

O relatório da Direção-geral de Saúde e do Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge (INSA) reporta ainda, neste 6.º relatório, a incidência por cada região de Portugal continental. A média nacional é de 57 casos por 100 mil habitantes, mas a zona Norte do país tem uma incidência acumulada a 14 dias de 71 casos.

O Algarve tem uma incidência de 61 casos, Lisboa e Vale do Tejo 47 e as zonas Centro e Alentejo têm os índices mais baixos, com 39 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. Tal como na última semana, “a nível nacional, a proporção de testes positivos para Sars-CoV-2 foi de 1,0%, valor que se mantém abaixo do objetivo definido de 4%”, pode ler-se no relatório que nota ainda “um decréscimo do número de testes para deteção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias”.

Considerando o decréscimo no número de testes, mas “uma estabilização na proporção de positivos”, o relatório revela que a taxa de positividade continua nos 1%, a nível nacional, “valor que se mantém abaixo do objetivo definido de 4%” e em queda. Nos últimos sete dias foram realizados menos 127.670 testes que na semana anterior (quando tinham sido realizados 450.508), ou seja, entre 28 de abril e 4 de maio foram realizados 322.838 testes.

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Desses testes realizados, 97% dos resultados positivos foram “foram isoladas em menos de 24 horas após a notificação, e foram rastreados e isolados 81% dos seus contactos”, na semana anterior o indicador de positivos isolados em menos de 24 horas era de 98%. Com menos testes realizados, também os profissionais envolvidos, por dia, foi menor. Esta semana estiveram em média envolvidos 117 profissionais por dia e, na anterior, 125.

Sete casos da variante da Índia já identificados

Até 5 de maio tinham sido já identificados “sete casos da linhagem associada à Índia”, de acordo com o relatório do INSA e DGS.

Os sete casos foram identificados em cinco concelhos (três dos casos na região Centro e quatro em Lisboa e Vale do Tejo). Três dos casos são “importados” enquanto outros três estão relacionados a um dos casos e outro teve ligação a uma viagem à Índia.

Segundo a informação disponível, “os dados genéticos sugerem a existência de várias introduções distintas no país”.

Em relação aos casos identificados durante o mês de abril, “a prevalência de casos da variante associada ao Reino Unido foi de 91,2%”.

Com uma situação epidemiológica controlada e favorável, há parágrafos que o relatório repete e que são sinal de que a situação em Portugal se mantém estabilizada na última semana. A análise global dos diversos indicadores, lê-se no documento (tal como no da semana passada), “sugere uma situação epidemiológica com transmissão comunitária de moderada intensidade e reduzida pressão nos serviços de saúde”.