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Depois de o sindicato de pilotos ter denunciado pedidos da TAP para voos em folga, a companhia aérea veio este domingo confirmar que, apesar de haver pilotos em excesso dada a redução da atividade durante a pandemia, os “cancelamentos, ajustes e novos voos” têm tido impacto nas folgas já previamente marcadas, mas garante que todos esses dias são “integralmente repostos”.

Em consequência dos cancelamentos, ajustes e novos voos, as estadias de muitos tripulantes em muitas das rotações que lhes haviam sido planeadas, têm de ser aumentadas e, em consequência, acabam por ter impacto nos dias de folgas anteriormente programados, sendo que todos são integralmente repostos aquando do final da rotação”, lê-se no comunicado enviado este domingo à redações.

Apontando que os trabalhadores têm “inúmeros dias livres, para além das folgas” devido à redução dos voos por causa da pandemia,  a TAP detalha que “todos os pilotos”, mesmo aqueles a quem é pedido para fazer voos que não estavam planeados, chegam ao fim do mês com um número de dias livres e de folgas muito superior, e uma atividade mensal muito inferior, quando comparada com a que seria possível em situação normal”.

A TAP explica que a “o planeamento dos pilotos é publicado até ao dia 15 do mês anterior àquele em que os serviços serão executados”, só que “operar em pandemia pressupõe um acrescido grau de imprevisibilidade da operação real face ao planeamento“, apesar de ser “feito com antecedência“. “Tal acontece por via de cancelamentos ou ajustamentos de voos comerciais, em virtude das medidas dos vários Estados para conter a pandemia e realização de voos de carga ad hoc, desconhecidos na ocasião da realização do planeamento, mas essenciais à sobrevivência da TAP, dado o seu retorno financeiro”, explica a TAP.

Sindicato de pilotos denuncia pedidos da TAP para voos em folga

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A companhia aérea aponta, ainda, outra situação que “está a causar alguma disrupção no planeamento operacional”: os contratos para voos de carga que a TAP realiza e que são “impossíveis de considerar em sede de planeamento”.

No comunicado, a TAP aponta o exemplo da recente operação de carga entre Miami e Bogotá cujo “contrato foi fechado já com o planeamento dos tripulantes publicado”. “Por envolver um grande número de tripulantes e estadias muito prolongadas, a alocação a estes voos teve de ser feita com o planeamento fechado e publicado. Tal envolve ajustes na escala operacional que tem impacto nas folgas planeadas, que são repostas assim que possível“, garante a TAP.