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Pouco passava da meia-noite deste domingo, Dia da Mãe nos Estados Unidos, quando o atirador, conhecido por andar sempre armado, chegou à festa de aniversário tripla e começou a disparar. No total, e antes de virar a arma para si próprio e de se suicidar, matou seis pessoas, incluindo a namorada. Apesar de estarem várias crianças na festa, todas escaparam incólumes, relatou entretanto a imprensa local de Colorado Springs.

Cerca de um mês e meio depois do massacre de dez pessoas num supermercado em Boulder, este terá sido um dos ataques mais letais de sempre no estado do Colorado, número 4 nos EUA com mais tiroteios em massa registados entre 1982 e abril de 2021. Numa declaração emitida durante o dia, Jared Polis, o governador do Colorado, lamentou o “ato de violência terrível” perpetrado justamente num dia em que “muitos de nós estamos a celebrar as mulheres das nossas vidas que fizeram de nós as pessoas que somos hoje”.

Não são, para já, conhecidas as razões que terão levado o atirador a disparar sobre a família, que festejava nada menos do que três aniversários, os dos irmãos Nubia Marquez, de 28 anos, e Melvin Perez, que teria completado 31 durante esta semana, e da mãe de ambos, Joana Cruz, que não chegou a fazer 54. De entre os três, só Nubia sobreviveu — tinha saído da festa duas horas antes de o atirador, namorado da cunhada do irmão, lá chegar. “Toda a gente estava bem, toda a gente estava calma”, recordou de regresso ao parque de casas móveis Canterbury, onde a sogra morava, Freddy Marquez, marido de Nubia.

Desde que 2021 começou, contas da ONG The Gun Violence Archive, já houve 194 tiroteios em massa nos Estados Unidos. “Isto tem de acabar. É uma vergonha nacional”, disse em abril o presidente Joe Biden, depois de um atirador se ter suicidado após ter morto oito pessoas num edifício da FedEx em Indianápolis, instando o Congresso a decretar a proibição de armas militares e de carregadores de munições aumentados.

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