A cidade do Porto vai mesmo receber a final da Liga dos Campeões entre Manchester City e Chelsea. A decisão será anunciada nas próximas horas até esta sexta-feira, para um jogo marcado para o dia 29 de maio. Para já, nenhuma entidade confirma o cenário mas o Observador sabe que faltam apenas resolver alguns detalhes.

New York Times coloca cidade do Porto como possibilidade para receber final da Champions

O jogo deveria jogar-se no Estádio Olímpico de Istambul mas a evolução da pandemia da Covid-19 obrigou a UEFA a estudar opções alternativas. O principal problema é que a Turquia passou na última quinta-feira para a “lista vermelha” do Reino Unido para viagens – e ambos os clubes que vão disputar a final são ingleses. Foi esse o gatilho que começou a colocar em equação a mudança de local, como avançava o New York Times no domingo.

Os britânicos não podem viajar para países da “lista vermelha” por motivos de lazer e o regresso ao território do Reino Unido a partir desses países está fortemente condicionado: só os cidadãos britânicos ou autorizados a residir no Reino Unido podem entrar caso tenham passado por um desses países nos dez dias anteriores — e estão obrigados a cumprir uma quarentena num hotel determinado pelo governo à chegada ao país (pagando as despesas inerentes, incluindo dois testes à Covid-19). A situação da pandemia na Turquia (onde ainda se estão a registar mais de 10.000 casos de contágio por dia) já vinha ameaçando os planos da UEFA, mas a decisão britânica de incluir o país na “lista vermelha”, oficializada às 4h da manhã desta quarta-feira, firmou a decisão.

Reino Unido disponível para receber final da Champions. Turquia está na lista vermelha dos ingleses

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O governo de Londres chegou a mostrar-se disponível para organizar a final da liga milionária no estádio britânico de Wembley mas não concordou com todas as exigências da UEFA (que incluíam, por exemplo, a isenção de períodos de quarentena e de várias outras regras sanitárias para os presentes). Aliás, esse cenário de queda de Istambul e escolha do recinto londrino foi até enquadrado com a recente aproximação entre a UEFA, atrás do seu líder Aleksander Ceferin, e o Reino Unido, pelo primeiro-ministro Boris Johnson, na sequência do anúncio de uma Superliga Europeia que acabou por ruir com a queda dos clubes britânicos.

Porto ganha cada vez mais força para receber a final da Liga dos Campeões no final de maio

Foi neste contexto que surgiu a possibilidade Portugal. À semelhança do que aconteceu na última temporada, e ao perceber que o quadro competitivo teria de mudar face ao contexto pandémico, a Federação Portuguesa de Futebol mostrou-se disponível para organizar o encontro decisivo da competição, até pela experiência bem sucedida em Lisboa no ano de 2020 com a Final Eight. Mais: o The Times explicava esta terça-feira que, além do Porto, também a cidade de Lisboa surgia ainda como uma possibilidade à disposição da UEFA.

Agora, o New York Times e várias outras publicações internacionais avançaram esta quarta-feira com essa confirmação de que o Porto irá receber a final da Liga dos Campeões, no Estádio do Dragão, no próximo dia 29. Uma das dúvidas ainda existentes está relacionada com o número de espetadores que poderão marcar presença no encontro, havendo um plano inicial que aponta para um total de 12.000 adeptos das duas equipas (6.000 do Manchester City, 6.000 do Chelsea) mais um número a determinar de ingressos para a UEFA.

Rui Moreira ameaça processar UEFA por trocar o Porto por Budapeste para realizar Supertação europeia

De recordar que, no ano passado, o Porto tinha ficado sem a Supertaça Europeia, que se disputou entre Bayern e Sevilha na cidade húngara de Budapeste. Nessa altura, Rui Moreira, presidente da autarquia, admitiu levar o caso para os tribunais face à inexistência de explicações por parte da UEFA, pedindo uma reparação dos “prejuízos” causados à Câmara Municipal do Porto com essa alteração anunciada a meio de junho.