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A GNR vai controlar o número de pessoas presentes no Santuário de Fátima no dia 12 e 13 de maio através de uma aplicação que já foi usada no 13 de outubro. Depois de, no domingo, durante a missa das 11 horas, três dos oito setores do recinto terem atingido a lotação máxima, as autoridades estão a prever que volte a haver uma enchente, apesar de serem apenas permitidas 7500 pessoas no local.

A diretora de comunicação do Santuário de Fátima, Carmo Rodeia, disse ao Jornal de Notícias que “o 12 e 13 de maio são muito participados por grupos organizados , sobretudo estrangeiros, que vão ser os grandes ausentes das celebrações, face à mobilidade reduzida, devido à pandemia”, já que este ano apenas são esperados peregrinos de todo o país, mas apenas um grupo que vem da Áustria. A responsável explica que muitas pessoas se deslocam nesta data a Fátima de forma espontânea, pois o santuário é visto como uma espécie de “paróquia”. “Em 2019, o número de peregrinos foi de 6,4 milhões, mas só um milhão se registou”, justificou.

Com o número de pessoas a ser praticamente uma incógnita, as autoridades vêm na aplicação uma ferramenta indispensável. Haverá várias portas, um contador em cada uma e, no momento em que o número limite for atingido, as portas fecham-se e mais ninguém pode entrar. A GNR explicou que o objetivo é “evitar concentrações” além do permitido. Davide Ferreira, relações públicas da GNR, acrescentou ainda que o uso da aplicação é uma forma de poderem estar no Santuário mais de 7500 pessoas durante o dia, pois quando alguém entra, outra pessoa pode sair, o que não acontecia se o número fosse atingido e mais ninguém entrasse.

O sistema de videovigilância do Santuário de Fátima também será monitorizado pela GNR e no local estará a Unidade de Intervenção de Lisboa. Haverá patrulhamento apeado, a cavalo, de bicicleta e de carro, mas também militares à civil.

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