Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O vice-líder do partido Maori, Rawiri Waititi, foi expulso do parlamento neozelandês pela segunda vez este ano. O deputado realizou a dança haka, indignado, em protesto contra a “propaganda e retórica racista” apontadas ao partido nacionalista da oposição, segundo a CNN.

Em plena sessão parlamentar, na qual estava em debate os direitos dos povos indígenas no país, Waititi interrompeu a solene ocasião da colocação de questões dos deputados à primeira-ministra Jacinda Ardern para expressar o seu desagrado.

Depois de trocar palavras com a oradora Judith Collins de forma mais “acesa”, o que resultou no silenciamento do seu microfone, o deputado realizou a dança tradicional maori “haka” e foi-lhe assim pedido que abandonasse o parlamento.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Collins, líder do partido de direita “New Zealand National Party”, era quem colocava questões à primeira-ministra sobre a soberania indígena no território nacional. O partido de oposição tem sido crítico em relação às políticas inclusivas de Jacinda Arden, como a criação da Autoridade de Saúde Maori, destinada a atenuar as desigualdades no serviço nacional de saúde neozelandês.

É a segunda vez num período de meses que Waititi é convidado a abandonar o parlamento do país. Em fevereiro, foi expulso por se recusar a usar uma gravata, algo a que o deputado respondeu como uma “repressão da cultura indígena”. Na sequência do acontecimento, o parlamento deixou cair a obrigatoriedade de uso de gravata.