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Dantes, quando um filme tinha uma gestação muito complicada, o estúdio, ou o seu produtor, ou o estreava quase clandestinamente por pouco tempo e depois retirava-o do circuito comercial, ou o atirava diretamente para o mercado do “home video”. Hoje, esses filmes problemáticos são muitas vezes despejados nas plataformas de “streaming”. Foi o que sucedeu a “A Mulher à Janela”, de Joe Wright (“Expiação”, “Ana Karenina”), adaptado do livro homónimo de A.J. Finn, um sucesso de vendas, pelo argumentista, dramaturgo e ator Tracy Letts.

Devido às más reações do público nas sessões de pré-estreia, o produtor Scott Rudin contratou outro realizador e argumentista, Tony Gilroy, para reescrever e refilmar uma série de cenas, mas o resultado revelou-se insatisfatório e a estreia de “A Mulher à Janela” foi sendo adiada. Entretanto, o autor do livro viu-se envolvido numa estranha história em que foi acusado de inventar que sofria de doenças terminais, a pandemia da Covid-19 eclodiu, os cinemas fecharam em toda a parte e Rudin e a 20th Century Fox acabaram por vender o filme à Netflix, onde já está em exibição.

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