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Até ao momento, foram reportados às autoridades de saúde perto de 20 casos de Covid-19 associados aos festejos do Sporting, mas a Direção-Geral da Saúde (DGS) não excluiu a hipótese de existirem mais casos que ainda não tenham sido associados ao evento.

Em resposta às perguntas colocadas pelo Observador sobre a situação pandémica na região de Lisboa e Vale do Tejo, que sofreu um agravamento nos últimos dias, a DGS lembrou que “os ajuntamentos de pessoas estão, naturalmente, associados a um maior risco de propagação da infeção por SARS-CoV-2”, mas que “as celebrações do campeonato de futebol não explicam a totalidade do fenómeno” registado.

“A incidência cumulativa a 14 dias por 100 mil habitantes no concelho de Lisboa tem tido uma tendência crescente desde o início do mês de maio, seguindo o padrão nacional em termos de distribuição etária, já que se verifica uma maior incidência na população de adultos jovens. Este crescimento, lento e gradual em Lisboa, é multifatorial”, afirmou a DGS, acrescentando que este é, desde logo, “uma consequência natural do desconfinamento, que tem sido faseado, e de outros eventos, verificando-se a ocorrência de casos em contexto familiar/social, escolar ou laboral”.

A DGS garante que está a acompanhar a situação em articulação com as autoridades de saúde regionais e locais e apelou “ao cumprimento das medidas de proteção individual mas também à testagem em caso de sintomas ou existência de comportamentos de risco”.

Na sexta-feira, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge anunciou que Lisboa e Vale do Tejo apresentava um índice médio de transmissibilidade do novo coronavírus de 1,11, sendo a única região de Portugal continental com R(t) acima de 1. A região registou este domingo 40% dos novos casos.

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