Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Tudo indica que a BMW, além de pretender vender carros, está agora igualmente apostada em fazer disparar a venda de pneus. Tudo porque equipou o M3 e M4 com um drift analyzer para ver quem anda mais de lado. E, para testar o sistema, convocou os Red Bull Driftbrothers, que só pela denominação dispensam apresentações.

3 fotos

Habituados a conduzir veículos especificamente preparados para o drift, que é uma actividade espectacular, mais complexa do que parece, os irmãos Johannes e Elias Hountondji são dos mais reputados equilibristas do volante, o que lhes valeu o contrato com a Red Bull.

Nesta actividade, o motor sofre um pouco, devido às elevadas rotações e reduzida velocidade, o que pode colocar problemas de refrigeração. Mas os problemas do seis cilindros em linha sobrealimentado com 510 cv não se comparam com o “aquecimento” com que têm de lidar os pneus.

Todo aquele fumo que torna a derrapagem controlada mais espectacular para quem assiste traduz-se em milímetros de espessura de borracha que desaparecem, o que leva os pneus a resistirem apenas uns (poucos) minutos a um tratamento deste tipo. No final, os manos Hountondji comparam o drift analyzer da BMW com o sistema que o júri das corridas de drift utiliza para classificar os pilotos.

Se quer fazer uma ideia do que é uma prova de drift profissional, veja o vídeo abaixo. Nele, os Red Bull Driftbrothers conduzem os seus carros de 2017, respectivamente um Nissan 200SX equipado com um generoso V8 e um BMW Série 3, ambos já com uns anos. Mas no drift a estética ou a novidade associada ao veículo de competição pouco conta, pelo menos quando comparada com a potência, distribuição de massa pelos dois eixos, um sistema de direcção que vire muito mais do que o original e uns pneus que troquem aderência por resistência. E, na essência, as regras favorecem o ângulo da “atravessadela” e a proximidade aos limites exteriores da pista.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR