O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta quarta-feira que o compromisso de Portugal com a NATO “é claro” e “tem sido permanente”, destacando que este ano o país estará envolvido em mais de dez operações da Aliança Atlântica.

António Costa, acompanhado pelo secretário-geral da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Jens Stoltenberg, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, visitou esta tarde as instalações da Academia de Comunicações e Informação da NATO (NCI Academy, na sigla em inglês), em Oeiras, assinalando a sua abertura oficial, apesar da academia já estar em funcionamento.

“O compromisso de Portugal com a NATO é claro, tem sido permanente e só este ano estaremos envolvidos em mais de dez operações da NATO. E foi com grande orgulho que no ano passado, mesmo em plena crise da Covid, mantivemos não só a nossa participação, como tivemos a honra da nossa Armada poder assumir o comando de uma das operações navais realizadas no Atlântico”, destacou o primeiro-ministro, na chegada à academia.

Costa enalteceu que Portugal é um país que “se orgulha de não apenas ser um membro fundador da NATO, mas também uma nação participante em todas as horas e em múltiplas das suas operações e missões, desde as mais simples às mais complexas, e sejam quais forem os teatros de operações considerados”.

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De acordo com o chefe de Governo, é “uma honra para Portugal acolher uma tão moderna e avançada estrutura de educação e treino”, como a NCI Academy.

Todos os dias testemunhamos como é crescente no mundo a procura da cibersegurança, bem como de outros tipos de educação e treino de grande qualidade com ela relacionados e que esta academia está apta a fornecer. Direta ou indiretamente, esta academia contribui, assim, para a proteção e resiliência das infraestruturas críticas e dos muitos sistemas de informação de que as nossas sociedades modernas cada vez mais vitalmente dependem”, destacou.

O primeiro-ministro sublinhou também que a transformação digital é “um elemento crucial do Plano de Recuperação e Resiliência” que espera ver aprovado “brevemente” na UE.

Ressalvando que “o foco primário” da atividade desta academia é o “treino das pessoas que preenchem as estruturas de comando e de forças da NATO”, Costa disse partilhar da “visão desta academia de comunicações e sistemas de informação como polo de inovação, que pode proporcionar oportunidades, estimulantes parcerias, com diversos públicos de interesse, incluindo a academia e a indústria portuguesas”.

Por isso, no que é porventura o mais importante, como primeiro-ministro de Portugal, gostaria de concluir afirmando que, acima de tudo, queremos que esta academia aqui em Oeiras, seja vista como mais um símbolo do empenhamento de Portugal nos valores que desde sempre têm sustentado a nossa Aliança ao longo de mais de sete décadas”, rematou o governante.

Momentos antes, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, destacou que a NATO é a aliança “mais bem sucedida na História por várias razões” mas uma das mais importantes é a sua capacidade de “mudar, de se adaptar” e de manter a sua “vantagem tecnológica”.

Para o responsável, a academia em Oeiras, especializada em formação e treino nas áreas de comunicações e sistemas de informação e ciberdefesa, contribui para esta vantagem, “também para o futuro”, apontando que os “ciber” ataques são cada vez mais frequentes e “sofisticados”.

“Em tudo o que fazemos vai haver uma dimensão “ciber”: em paz, conflito e em crises”, sublinhou.

A transferência para Oeiras da Escola de Comunicações e Sistemas de Informação da NATO, anteriormente sediada em Latina, na Itália, resultou de um compromisso assumido em 2010 na sequência da reorganização dos comandos da Aliança Atlântica.

Na altura, a NATO decidiu desativar o “Allied Joint Force Command Lisbon, instalado em Oeiras”, e transferir a Escola NATO de Comunicações e Sistemas de Informação para Portugal.