Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Depois de visitar as instalações do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, no Porto, foi no Hospital de Santo António que o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, esclareceu o propósito da conferência de imprensa que protagonizou na passada terça-feira, onde comunicou uma suposta aceleração da vacinação na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Essa comunicação já tinha sido feita no dia 20 pelo Sr. Vice Almirante, onde deu conta de um plano nacional de vacinação onde iríamos acelerar nas zonas com menores percentagens de vacinação, como era o caso de Lisboa Vale do Tejo e outras. Naquela conferência de imprensa o enfoque era na região de Lisboa e referia-se a uma estratégia de operacionalização de testagem em vários segmentos. O que fiz foi reiterar uma vez mais aquilo que já tinha sido dito pela Task Force, de que iríamos reforçar naquela zona a vacinação.”

Uma comunicação feita ao país que mereceu muitas críticas por parte do autarca do Porto, Rui Moreira, que acusou o Governo de ter “dois pesos e duas medidas” no plano de vacinação, exigindo às autoridades de saúde um “tratamento equitativo” no combate ao vírus. “Não houve nenhum erro. Quero colocar um ponto final nessa mensagem porque tenho um enorme respeito por todos os autarcas e pelo trabalho de toda a comunicação social. O plano de vacinação é um plano nacional, é um plano solidário, é um plano que está a correr muito bem. Parece-me que está mais do que ultrapassado, é um ponto final nessa matéria”, esclareceu Lacerda Sales.

Rui Moreira acusa Governo de ter “dois pesos e duas medidas” na vacinação. “O Norte e o resto do país são tratados de maneira diferente”

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Outra das questões levantadas por Rui Moreira esta semana foi o facto do centro de vacinação drive-thru, instalado no Queimódromo desde fevereiro passado, não estar a funcionar por falta de vontade política. Sobre este assunto, o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde compromete-se a “reforçar” o processo.

“Penso que essas ou outras alternativas estarão a ser estudadas pela Administração Regional de Saúde do Norte e pela câmara municipal. Não me quero adiantar a esses estudos e ponderações que estão a ser feitos. O compromisso  que levo daqui é que vou reforçar junto dos agentes intervenientes neste processo para que encontrem a melhor alternativa para responder as necessidades dos cidadãos do Porto.”

Sobre a final da Liga dos Campeões, agendada para este sábado no Estádio do Dragão, Lacerda Sales garante que o trabalho está a ser bem articulado com todas as forças de segurança e pede cautela. “Temos sempre que ser preventivos e é isso que estamos a fazer, tomando medidas e criando planos de ação, tentando controlar aquilo que é humanamente possível de controlar. Temos sempre de ter cautelas muito acrescidas quando há grande mobilidade.

Apesar dos planos de contingência traçados, António Lacerda Sales não esconde o risco que representa o evento desportivo. “Todos os momentos em pandemia são de risco, por isso é necessária uma atitude preventiva e de cautela. Temos de estar atentos e temos de passar uma mensagem de consciência cívica individual e coletiva.”