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Além de ter anunciado a intenção de ser um construtor de automóveis exclusivamente eléctrico a partir de 2030, a Volvo estende as preocupações com o clima à sua rede mundial de produção, tendo assumido como meta alcançar a neutralidade ambiental neste domínio cinco anos antes, em 2025. Agora informa que a fábrica de Torslanda, na Suécia, alcançou esse estatuto, juntando-se assim à unidade de produção de motores em Skövde, no mesmo país, que reclama um impacto ambiental neutro desde 2018.

Ao estabelecermos Torslanda como a nossa primeira fábrica de automóveis com impacto ambiental neutro, alcançamos um marco muito importante para a Volvo Cars. Pretendemos que a nossa rede produtiva mundial seja totalmente neutra em 2025 e (assim) damos um sinal de que estamos determinados em consegui-lo e que estamos a trabalhar para reduzir o nosso impacto no meio ambiente”, declarou o responsável da marca para as áreas de Operações Industriais e Qualidade, Javier Varela.

O anúncio ocorreu ontem, dia em que o fabricante nórdico controlado pela Geely aproveitou também para explicar o que tem vindo a fazer em matéria de descarbonização e para precisar o critério que utiliza para considerar que uma instalação fabril tem um impacto neutro sobre o clima. Em concreto, “nenhum aumento líquido na emissão de gases que produzem efeito estufa como resultado do consumo de electricidade e do sistema de aquecimento” utilizado na fábrica.

O trabalho que permitiu à unidade de Torslanda atingir o estatuto de eco-friendly remonta a 2008, altura a partir da qual a actividade produtiva passou a ser assegurada por “electricidade neutra”, a que se seguiu o recurso a um sistema de aquecimento também mais sustentável, na medida em que metade das necessidades são supridas por biogás, “enquanto a outra metade tem a sua fonte de energia no sistema de aquecimento municipal obtido através de calor industrial desperdiçado”, esclarece a Volvo.

Contudo, para o construtor sueco, é ainda possível fazer mais e melhor. Daí que a mais antiga fábrica de automóveis da Volvo vá igualmente ser alvo de uma renovação dos sistemas que consomem mais electricidade – a iluminação e o aquecimento. A marca, que já poupou quase 7000 MWh anuais com as alterações introduzidas em 2020, pretende elevar ainda mais a eficiência energética, poupando mais 20.000 MWh/ano até 2023. Ou seja, o equivalente à factura anual de mais de 1280 habitações familiares. Tudo para que, dentro de quatro anos, seja possível produzir veículos com um dispêndio energético 30% inferior por unidade. Esta meta exigirá, também, que a Volvo instale fontes de energia renovável nos diferentes complexos fabris da marca.

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