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O Hyundai Motor Group, que reúne as marcas Hyundai, Kia e Genesis, prepara-se para ter uma gama de veículos exclusivamente eléctrica em 2040. Muito antes disso, a actual oferta de motorizações convencionais, a gasolina e a gasóleo, deverá encolher para metade, a fim de concentrar o esforço de investimento apenas na tecnologia das baterias, das células de combustível a hidrogénio e em motores eléctricos.

A prioridade vai, por isso, para os veículos alimentados a electricidade e é com base nessa estratégia que, segundo a Reuters, os modelos movidos a combustíveis fósseis serão reduzidos em 50%. A agência avança a informação apoiada no que diz serem duas fontes próximas do grupo sul-coreano, não identificadas. Essas mesmas fontes, quando questionadas em relação aos timings para a implementação desta estratégia não avançaram datas. Porém, é pública a intenção do grupo de, em 2025, poder chamar a si uma quota de 10% no mercado global de veículos eléctricos – meta que passa por comercializar entre o conjunto das marcas cerca de 1 milhão de carros eléctricos nessa altura.

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Uma das fontes ouvidas pela agência revela que a Hyundai “já parou de desenvolver novas mecânicas para carros com motor de combustão interna” e o plano passa por alocar a maioria do investimento à investigação e desenvolvimento nas áreas acima mencionadas. Os próximos seis meses servirão para balizar etapas mais concretas nesta estratégia, até porque o Hyundai Motor Group figura na lista dos 10 maiores grupos automóveis do mundo e, como tal, possui uma das mais amplas ofertas em termos de motores e transmissões do sector.

Certo, para já, é que o empenho no imediato passa por reforçar a oferta de veículos eléctricos nos principais mercados, Estados Unidos da América, China e Europa – estes dois últimos com políticas cada vez mais restritivas em matéria de emissões, para limitar o interesse nos modelos a gasolina ou gasóleo. Daí que a Oriente, no maior mercado automóvel do mundo, a Hyundai se prepare para cortar de 21 para 14, até 2025, o número de modelos a gasolina que comercializa na China. Simultaneamente, o construtor promete lançar novos veículos 100% eléctricos a cada ano que passa, já a partir de 2022.

O Ioniq 5 é o primeiro modelo com uma plataforma modular concebida de raiz para alojar baterias e motores eléctricos, a chamada Plataforma Modular Global Eléctrica (E-GMP, na sigla em inglês), que também serve o novo Kia EV6. Um e outro modelo estão, de acordo com as informações relativas a encomendas, a ser alvo de uma excelente aceitação. O novo Hyundai já pode ser reservado online em Portugal, onde as primeiras unidades do Ioniq 5 chegam por 50.990€. E a Kia Portugal também já abriu a sua piority list para o novo EV6, que chega em Outubro com preços a partir 43.950€.

O EV6 é o primeiro dos 11 novos eléctricos a bateria que a Kia vai lançar até 2026, sete dos quais baseados na nova E-GMP e quatro derivados de modelos já existentes. O objectivo da marca é “fazer crescer as suas vendas de BEV até às 880.000 unidades em 2030”.

Kia EV6 é tão rápido que se bate com o Porsche Taycan Turbo

a Hyundai, até 2025, tem previsto lançar um total de 16 novos modelos completamente eléctricos. ainda há muito mistério à volta destes lançamentos, mas já se sabe que em 2022 chegará o Ioniq 6, uma berlina do segmento D com uma silhueta fastback e, em 2024, será a vez de conhecermos o SUV Ioniq 7. As princiapis especificações de ambos, essas, já foram divulgadas.

O futuro Ioniq 6 proporá duas versões. Uma montará um motor eléctrico no eixo traseiro, a debitar 160 kW de potência máxima (218 cv), com uma autonomia acima dos 500 km, cortesia de um acumulador de 73 kWh. A outra, mais potente, acrescenta mais um motor eléctrico para entregar até 230 kW de potência (313 cv), com necessária redução de autonomia.

Quanto ao Ioniq 7, com sete lugares, será uma espécie de Santa Fe a bateria, recorrendo igualmente a dois motores eléctricos para oferecer uma potência combinada de 230 kW. Por ser maior e mais pesado (segmento D), deverá recorrer a uma bateria de 100 kWh, para garantir um alcance entre recargas para lá da barreira dos 500 km.