Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

António Costa inaugurou, esta terça-feira, a ligação direta de alta velocidade por cabo submarino entre a Europa e a América do Sul, que liga Sines a Fortaleza, e aproveitou o momento para recordar que a posição geográfica de Portugal “fez de nós no passado, faz de nós hoje e fará de nós no futuro”. Ao olhar para esse futuro, o primeiro-ministro vê no território nacional “uma porta de entrada, um ponto de ligação, uma ponte, um ponto de amarração entre a Europa e os outros continentes”.

Portugal inaugura cabo submarino que liga Sines ao Brasil

“Não é por acaso que foi daqui que se iniciou a primeira era da globalização, não é por acaso que Sines é um dos maiores portos da UE e não é por acaso que é Sines o ponto da amarração do lado europeu deste cabo que atravessa o Atlântico”, apontou o primeiro-ministro, numa referência aos Descobrimentos e à comparação com o futuro.

“É isso que faz a diferença de Portugal na Europa e o enriquecimento que Portugal dá na Europa”, enalteceu. O chefe do Executivo lembrou que se trata de um investimento privado da EllaLink que é da “maior importância estratégia para o conjunto da Europa, para Portugal e para Sines” e que faz da cidade alentejana o “maior data center (Centro de Processamento de Dados) de todo o sul da Europa”. “Sines vai ser um grande porto de mercadoria física, mas também de dados, do conhecimento, que vai assegurar que todos possamos contactar uns com os outros, com mais dados, mais conhecimento”, acrescentou.

O primeiro-ministro aproveitou o momento para lembrar as “três prioridades fundamentais” da presidência portuguesa da União Europeia, “a recuperação económica, afirmação do pilar europeu dos direitos sociais e a afirmação da autonomia estratégica de uma Europa aberta ao mundo, não fechada sobre si própria, não protecionista”. Costa apelou a uma Europa que “se abre em conectividade aos outros”.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

“A ciência não tem fronteiras e este ano de Covid demonstrou bem”, exemplificou, ao mostrar que “se foi possível em tão pouco tempo identificar um conjunto de vacinas com novas tecnologias que foi possível aplicar à construção desta vacina, se estão a desenvolver-se várias vacinas um pouco por todo o mundo, deve-se ao facto de a comunidade científica ter sido capaz de trabalhar em todo o mundo, sem fronteiras. Um país sozinho não tinha desenvolvido a sua vacina”. “Tal como o vírus não tem nacionalidade, vacina também não tem nacionalidade”, atirou.