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A decisão sobre as medidas previstas para as próximas semanas será tomada, na quarta-feira, em Conselho de Ministros, mas Graça Freitas disse aos jornalistas que, desde que se cumpram as regras de proteção, é possível festejar.

“Tudo pode ser feito desde que haja contenção”, disse Graça Freitas sobres os festejos dos Santos Populares. “Mas não podemos morrer na praia”, precisamos de continuar a fazer um esforço, incluindo manter as pedidas de proteção já existentes e que funcionam em todas as situações, reforçou a diretora-geral da Saúde.

Se conseguirmos garantir contenção, acho que podemos fazer determinados eventos, dentro da lei, das normas e das orientações que existem. Se não conseguirmos garantir essa contenção, então é preferível abstermo-nos”, recomenda a diretora-geral da Saúde.

Como medidas e regras básicas, Graça Freitas lembra que é importante nos festejos e eventos sociais: diminuir aglomerados de pessoas, conseguir que as pessoas mantenham uma distância segura, usar máscara e fazer testes caso planeiem ir para sítios fechados.

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Lisboa intensificou a testagem em vários locais

Luís Pisco, presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT), disse que tem havido uma intensificação da testagem (despiste de infeção com SARS-CoV-2), incluindo nos miradouros de Lisboa onde verificam ajuntamentos de pessoas em convívio.

Neste locais, acrescenta o presidente da ARS-LVT, o número de casos positivos detetados tem sido baixo, assegurou.

O aumento da testagem de oportunidade nos locais onde se encontram ou circulam mais pessoas foi uma das opções para conter o aumento do número de casos em Lisboa.

Sobre a possibilidade de medidas mais restritivas, Luís Pisco não as descarta. “As normas são iguais para todos”, disse. “As regras são conhecidas por todos e serão aplicadas”.

O presidente da ARS-LVT acrescentou ainda que, apesar do aumento do número de infeções, “não há qualquer impacto nos hospitais, não há aumento dos internamentos”.

2020 teve a mais baixa taxa de mortalidade infantil de sempre

No ano de 2020, “perdemos muitas coisas, mas conquistámos outras”, disse Graça Freitas, referindo-se especificamente à área da saúde infantil, em que se “ganhou bastantes”.

Só em cuidados de saúde primários — fora o setor privado e setor social —, cerca de 76% das crianças até aos sete anos tiveram acesso a bons cuidados de saúde, durante o ano passado, o ano pandémico”, disse a diretora-geral da Saúde.

Graça Freitas destacou também o esforço de vacinação dos enfermeiros nos centros de saúde que permitiu que 99% das crianças fossem vacinadas durante o primeiro ano de vida, mesmo tendo esse primeiro ano sido o ano da pandemia, com acessos dificultados aos serviços de saúde.

Em 2020, tivemos a mais baixa taxa de mortalidade de sempre no nosso país — que é das melhores no mundo —”, disse a diretora-geral da DGS.

Morreram 2,4 por cada 1.000 nados-vivos no ano passado, um “número que em perspetiva é baixo”, destaca Graça Freitas. “É um número que, em Portugal, temos de nos orgulhar todos, sobretudo porque foi conseguido num ano de tantos sacrifícios e de tantas dificuldades.”