O líder da Frente Polisário, Brahim Gali, voou para a Argélia esta madrugada, depois de 44 dias em que esteve hospitalizado em Espanha enquanto recuperava da Covid-19. A informação é veiculada pelo diário espanhol El País. Gali terá sido transportado para o aeroporto de Pamplona e às 1h40 da madrugada terá descolado em direção à Argélia.

A saída do responsável de território espanhol aconteceu poucas horas depois de o governo espanhol assumir, na terça-feira, que o líder da Frente Polisário iria abandonar Espanha quando recuperasse da doença, depois de a justiça ter decidido que não há razões para ser detido.

Segundo o El País, Brahim Gali ainda não está totalmente recuperado mas já terá passado a fase mais crítica da doença e já está em condições de continuar a convalescença num hospital da Argélia.

Um juiz recusou-se na manhã desta última terça-feira, mais uma vez, enviar o líder da Frente Polisário para a prisão como medida cautelar ou a retirar o seu passaporte, considerando que não há “risco de qualquer fuga” ou “mesmo elementos circunstanciais” para acreditar que seja “responsável por qualquer crime”.

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“Quando ele [Brahim Ghali] se recuperar, compreendemos que esta pessoa irá embora” do país, disse esta terça-feira uma porta-voz do governo espanhol, depois da reunião semanal do Conselho de Ministros. Para María Jesús Montero, como é “lógico” e se faz com qualquer outra pessoa que se encontre em Espanha, o que se pede a Ghali “é que coopere com a justiça, como ele fez, prestando declarações”.

Mais de um mês após ter entrado em Espanha para ser hospitalizado com a doença Covid-19, o presidente da autoproclamada República Árabe Saarauí Democrática (RASD) prestou declarações por videoconferência a partir de um hospital em Logrono (região de La Rioja) no âmbito de dois processos por alegados crimes contra a humanidade, genocídio, tortura e outros.