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O Dieselgate consistiu em vender 11 milhões de veículos equipados com software fraudulento criado pela Bosch, a pedido do Grupo Volkswagen para incrementar as vendas e os lucros das marcas do consórcio alemão. Martin Winterkorn, que foi CEO entre 2007 e 2015, período durante o qual foi concebida e implementada a manipulação das emissões, chegou agora a acordo com o seu antigo patrão para o compensar em 10 milhões de euros. E fez um bom negócio.

Em 2015, quando abandonou o grupo alemão na sequência da crise, Winterkorn negociou com a administração uma saída em beleza, em que somou uma pensão choruda a uma compensação de 16,6 milhões de euros, por deixar o cargo de CEO antes do tempo. Nada mau para quem ainda corre o risco de ser preso – que é o que lhe irá acontecer, se alguma vez colocar um pé em solo americano.

De acordo com a Reuters, Winterkorn, bem como um grupo de outros gestores à época, igualmente responsáveis pela burla de 2015, chegou a acordo com a Volkswagen AG, com a assinatura a estar agendada depois de ser aprovada pelo conselho de supervisão, o que deverá acontecer durante o fim-de-semana.

Nem o ex-CEO ou a empresa se mostraram disponíveis para responder à Reuters. Winterkorn acaba assim por realizar uma boa operação, pois apesar da compensação que vai pagar à VW, ainda ficou do seu lado com 6,6 milhões de euros, que o construtor resolveu “perdoar”. Isto depois de o Dieselgate lhe ter custado 32 mil milhões de euros.

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