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Há quase dois anos que estão prontos a usar os dois aceleradores lineares que, tinha explicado em 2018 em entrevista à Lusa o administrador Carlos Martins, permitiriam duplicar a capacidade de tratamento de doentes com cancro no serviço de Radioterapia do Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN). O equipamento e as obras no Hospital de Santa Maria custaram ao Estado cerca de 5 milhões de euros. Apesar de estar tudo operacional desde o último trimestre de 2019, revela esta sexta-feira a TSF, os aceleradores continuam por estrear: faltam as licenças devidas por parte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

À TSF, fonte do CHLN confirmou a situação, garantiu que “todos os doentes têm e tiveram sempre os tratamentos assegurados, seja com equipamentos próprios ou através de convenções”, e explicou que está a aguardar “a conclusão do devido licenciamento pelas autoridades competentes”. De acordo com o CHLN, o processo está já na fase final, pelo que se prevê que em julho, dentro de menos de um mês, portanto, os dois aceleradores lineares já estejam aptos a funcionar.

Contactada pela rádio, a APA, entidade responsável pela certificação deste tipo de equipamentos médicos de radioterapia, explicou que o pedido de licenciamento foi submetido pelo CHLN a 9 de março de 2021, que posteriormente foi avisado de que, para a conclusão do processo, era necessária a “apresentação prévia de um conjunto de elementos em falta no pedido formulado”. Segundo a APA, o CHLN entregou esses mesmos elementos em falta no passado 31 de maio — 11 dias depois de a TSF ter questionado a administração sobre o assunto e quase dois anos depois de os equipamentos estarem prontos a usar.

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