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A TAP vai avançar para um despedimento coletivo no próximo mês de julho dos funcionários que não queiram negociar uma saída voluntária, segundo avança a SIC. A administração da companhia aérea enviou uma carta a 206 trabalhadores que recusaram a rescisão do contrato — e estavam por isso em lay-off — com vista a um futuro despedimento.

Entre os 206 trabalhadores estão pessoas de todas as categorias profissionais, incluindo pilotos, que estavam em lay-off e que foram agora informados que vão deixar de estar neste regime a partir deste sábado, 5 de junho. A carta enviada pela administração da TAP explica que os funcionários vão receber os ordenados completos até 5 de julho — na prática, um mês — e convida-os a negociar uma saída voluntária.

Caso não aceitem, a TAP vai então avançar para a rescisão unilateral dos contratos, através da figura jurídica do despedimento coletivo. A companhia aérea justifica esta decisão com o excesso de postos de trabalho — nomeadamente os ocupados pelos 206 trabalhadores que receberam as cartas — face aos objetivos do plano de reestruturação.

O plano de reestruturação, que ainda está a ser negociado em Bruxelas, é uma exigência do executivo europeu em troca de uma ajuda estatal portuguesa à companhia que pode, no pior cenário estimado pelo governo, chegar quase aos 3,8 mil milhões de euros.

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Ainda no final de abril, o ministro das Infraestruturas e dos Transportes, Pedro Nuno Santos, tinha adiantando que cerca de 500 trabalhadores da TAP estavam já identificados para um processo de despedimento coletivo, deixando o aviso que ainda havia tempo para que estes funcionários possam aceder às rescisões voluntárias.

Pedro Nuno Santos. TAP identificou 500 trabalhadores para despedimento coletivo. “Não é chantagem, é o que é”