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As farmácias e para-farmácias venderam, em média, 430 embalagens de pílulas do dia seguinte por dia no ano de 2020, avança esta segunda-feira o Jornal de Notícias. O número é inferior ao do ano anterior e o confinamento causado pela pandemia poderá estar na origem dessa quebra, uma vez que  diminuíram relações sexuais inesperadas, justifica Duarte Vilar, investigador em temas de educação sexual e saúde reprodutiva.

As causas relatadas para uso deste meio contracetivo de emergência são maioritariamente o esquecimento da toma da pílula contracetiva habitual ou a má utilização do preservativo, segundo Paula Pinto, psicóloga da Associação para o Planeamento Familiar, ouvida pelo jornal. Ora, refere Duarte Vilar ao diário, a pandemia veio complicar sobretudo a vida sexual dos mais jovens, uma vez que foram restringidos muitos contactos sociais e, por sua vez, relações de risco. “O confinamento dificultou a vida sexual dos mais jovens, mas não dos adultos, que vivem um com o outro”, diz o médico.

O número das vendas da pílula do dia seguinte tem vindo assim a diminuir, e será essa a tendência que se manterá segundo os especialistas. No ano passado, foram comercializadas 157 mil embalagens do contracetivo de emergência, o que significou menos 15.400 embalagens do que no ano anterior, em que se venderam 172. 400 unidades. A quebra nas vendas resulta na faturação de 2,5 milhões de euros em 2020, menos 237.200 mil euros do que em 2019 que se faturou 2,8 milhões, apontam dados da consultora IQVIA citados pelo JN.

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