O PCP pediu esta segunda-feira a audição do ministro das Finanças, João Leão, no parlamento para esclarecer os atrasos e os “bloqueios” na contratação de pessoal e no investimento na saúde em tempo de pandemia de Covid-19.

Os comunistas consideraram que “é urgente recuperar os atrasos na prestação de cuidados de saúde” e “é incompreensível que o Governo deixe os processos arrastarem-se no tempo, sem autorizar a contratação de profissionais de saúde necessários, nem dê a resposta para que os investimentos avancem”.

Um dos casos, segundo o pedido de audição da bancada do PCP, acontece no Instituto Português de Oncologia (IPO), em Lisboa, que, de 1 de maio a 4 de junho, perdeu “50 profissionais de saúde, 20 enfermeiros, 13 médicos, 10 técnicos superiores, quatro assistentes técnicos e três auxiliares de ação médica”.

O IPO aguarda ainda a autorização do Ministério das Finanças, para a contratação de 20 enfermeiros, essenciais para aumentar a capacidade de intervenção desta unidade hospitalar, argumenta o partido.

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O PCP alegou que o Ministério das Finanças “retém os processos de contratação de profissionais de saúde pedidos pelas unidades de saúde” e “não permite o avanço dos processos para a realização de investimentos, muitos dos quais aprovados no Orçamento do Estado para 2021, fundamentais para o reforço da capacidade de resposta do SNS”, como a ampliação do hospital de Setúbal.

O Governo, “obcecado com o défice, está mais preocupado em travar a realização de despesa, do que em resolver problemas concretos que afetam os serviços públicos”, acusaram os comunistas.

Numa fase de combate à pandemia, “e quando é urgente recuperar os atrasos na prestação de cuidados de saúde”, o PCP considera “incompreensível que o Governo deixe os processos arrastarem-se no tempo, sem autorizar a contratação de profissionais de saúde necessários, nem dê a resposta para que os investimentos avancem”.