Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

As três jovens que foram filmadas a fazer bullying a um rapaz que acabou por ser atropelado enquanto fugia foram suspensas pela escola. A decisão é conhecida duas semanas depois de o vídeo que mostrava as agressões ter circulado nas redes sociais.

Segundo a notícia avançada pela TVI, a escola básica Dr. António Augusto Louro, no Seixal, onde estudam todos os envolvidos no caso, suspendeu as três alunas como resultado do processo disciplinar que decorria desde que o vídeo foi publicado nas redes.

A adolescente que aparece de forma mais nítida no vídeo, e que agride e provoca o rapaz até este ser atropelado ao atravessar a estrada enquanto fugia, será suspensa das aulas durante 12 dias, embora a TVI já tenha noticiado que na prática a jovem não tem ido à escola. Outras duas adolescentes serão suspensas por cinco dias, a partir de quarta-feira.

PGR abriu inquérito

O vídeo mostrava um grupo de alunas a chamar nomes e a agredir o rapaz num troço da Estrada Nacional 10-2. Ao tentar fugir, o jovem foi atropelado por um carro, tendo ficado com ferimentos ligeiros, incluindo uma fissura no braço.

Rapaz alvo de bullying atropelado no Seixal quando fugia de colegas. Ministério Público abre inquérito

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Na altura, o pai do rapaz, José Lemos, revelava no programa Dois às Dez, na TVI, a sua indignação por alegadamente esta não ser a primeira vez que uma situação de bullying se verificaria na escola, tendo a direção negado essa acusação, em resposta a questões do Observador.

A escola adiantava ainda que tinha sido disponibilizado apoio psicológico aos alunos envolvidos. Os agressores foram logo na altura identificados pela polícia, tendo a Procuradoria-Geral da República informado, em resposta à Lusa, que o caso tinha levado à “instauração de inquérito tutelar educativo” junto do Ministério Público do Juízo de Família e Menores do Seixal”.

Jovem atropelado enquanto sofria bullying. “Tem de haver um limite ao comportamento agressivo para com os outros”

“O inquérito tutelar educativo é de natureza reservada e encontra-se previsto na Lei Tutelar Educativa, quando estão em causa factos qualificados pela lei como crime, praticados por menor entre os 12 e os 16 anos”, afirmava então a PGR.