A cidade de Lisboa não irá avançar no plano de desconfinamento e, ao contrário de outras regiões, que poderão aliviar medidas de contenção na próxima segunda-feira (14 de junho), vai manter as regras e restrições atualmente em vigor.

A informação foi avançada pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, que antecipou-se à decisão formal no seu espaço de comentário semanal na TVI24. A capital “não irá progredir relativamente ao desconfinamento”, porque “Lisboa não tem condições de fazer esse avanço”, indicou o autarca.

Segundo Fernando Medina, a cidade “está numa situação que não é fácil”, uma vez que “o número de casos excedeu o patamar dos 120 [contágios por 100.000 habitantes]”. O número de novos casos “continuou a progredir, embora a um ritmo mais lento” e “amanhã [quarta-feira], que é o dia da avaliação, não irá progredir relativamente ao desconfinamento, também não irá regredir”.

Assim, vão manter-se em Lisboa as regras e restrições que atualmente existem, a saber:

O teletrabalho continua a ser obrigatório sempre que possível, em vez de passar a ser “recomendado sempre que possível”

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Os restaurantes continuam a ter de encerrar às 22h30, em vez de poderem passar a deixar entrar pessoas até à meia-noite e a servirem os clientes até à 1h

Os espectáculos culturais (e, por exemplo, sessões de cinema) continuam a não se poder estender depois das 22h30, em vez de poderem decorrer até à meia-noite (como acontecerá nas regiões que avancem no desconfinamento)

O comércio a retalho continua a ter de encerrar até às 21h nos dias de semana e até às 19h nos fins de semana e feriados, em vez de poder funcionar no “horário do respetivo licenciamento”

Além do concelho de Lisboa, há outros cinco concelhos em situação de alerta: Salvaterra de Magos (Santarém), Vale de Cambra (Aveiro), Braga, Cantanhede (Coimbra) e Castelo de Paiva (Aveiro).