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Apesar da agressão de que foi alvo por parte de um popular, o Presidente francês, Emmanuel Macron, garante que vai continuar a manter contacto com as populações, algo que considera importante, sobretudo tendo em vista as eleições presidenciais de 2022.

“Vou continuar a ir a todo o lado. Não devemos ceder à violência, especialmente à violência contra funcionários públicos. E não devemos perder muito tempo com isso”, afirmou Macron esta quarta-feira, reagindo à agressão que foi alvo, citado pelo The Guardian.

Emmanuel Macron está num périplo político pela França, e pretende realizar, nas próximas cinco semanas, duas visitas fora de Paris por semana. Foi precisamente numa dessas ações de rua, numa visita à pequena cidade de Drôme, no sudeste do país, que o Chefe de Estado foi esbofeteado por um homem.

Macron é agredido por popular com um estalo depois de visita a escola

O Presidente francês, que saía de uma visita a uma escola, dirigiu-se para junto da população que o esperava para a cumprimentar, quando, sem que os serviços de segurança tivessem tempo de responder, foi esbofeteado por um dos populares presentes no local. O momento foi captado em vídeo e amplamente divulgado nas redes sociais e na imprensa internacional.

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O homem, identificado como Damien T., está sob custódia das autoridades francesas e pode enfrentar uma sentença de até três anos de prisão, além de uma multa de 45 mil euros, caso seja condenado pelo crime de agressão ao Presidente.

Antes deste incidente, Damien T. não era conhecido das autoridades, mas, segundo a AFP, é seguidor do movimento de extrema-direita em França, apesar de não ser conhecido uma atividade política ativa.

Após o incidente, Emmanuel Macron condenou a agressão de que foi alvo, mas tentou também desvalorizar o caso.

“Estupidez é uma coisa, mas quando a estupidez se torna violenta, é inaceitável. Não devemos confundir as duas”, reiterou o Presidente francês. “Eu entendo a raiva. Há raiva que pode ser expressada de forma legítima. Estou em contacto com pessoas regularmente e elas expressam a sua raiva e tristeza, e eu estou lá para as ouvir. Mas violência? Não em democracia”, acrescentou.

No final deste mês junho, estão previstas eleições regionais em França, um barómetro importante tendo em vista a eleição presidencial do próximo ano. O périplo político de Macron pelo país é encarado como uma preparação para as eleições de 2022, onde a reeleição do atual Presidente está longe de estar garantida, uma vez que Marine Le Pen tem vindo a crescer nas sondagens e, em muitas delas, surge empatada com Macron.

No entanto, a popularidade do Presidente francês tem vindo a aumentar nas últimas semanas. De acordo com uma sondagem da Ifop-Fiducial, revelada esta quarta-feira, a e Macron é aprovado por 50% os franceses, tendo-se verificado um aumento de sete pontos no último mês. Quanto a Marine Le Pen, 28% dos franceses têm uma boa imagem da líder da extrema-direita francesa.